

Como muitas pessoas já sabem, eu viajo como mochileiro. No início do ano eu estava em Manaus, no Amazonas, e em uma curta viagem em um final de semana, fomos para uma cidade vizinha, chamada Paricatuba. Lá conhecemos Francisco, Rosângela e seus 10 filhos, uma família ribeirinha que vive de pesca.
Devido a falta de transporte público na volta da viagem, a família nos ofereceu carona em sua canoa até Manaus através do Rio Negro.
Durante o percurso, conduzido por Alyson, um dos filhos mais velho, o tempo começou a piorar, e devido ao vento, ondas se formaram, entrando água no barco e fazendo com que a canoa virasse.
Como no barco havia uma criança de 11 anos e uma mulher que não sabia nadar, o barqueiro, rápidamente desprendeu o pesado motor para que a canoa não afundasse, e pudéssemos ficar esperando socorro de uma forma mais segura.
Depois de mais de 3 horas à deriva, fomos localizados por um navio cargueiro e fomos socorridos, todos bem, graças ao barco que flutuou. O navio conseguiu também recuperar a canoa no meio do rio.
No entanto, a família perdeu o motor do seu barco, que é seu único meio de transporte e de subsistência. Por isso criamos essa vaquinha, para arrecadar dinheiro para que eles possam comprar um motor e ter sua vida de volta a normalidade.