
Meu nome é Walter Eduardo Colombini, tenho 56 anos, sou solteiro e não tenho filhos.
Sou uma pessoa que enfrenta uma das batalhas mais difíceis que alguém pode enfrentar: a luta pela própria saúde mental e sobrevivência.
Minha história sofreu uma profunda transformação após um breve, mas intenso e profundo envolvimento com o ocultismo. Esse período representou um marco na minha trajetória pessoal e foi seguido por uma fase de sucesso momentâneo, mas depois culminou em intenso sofrimento, que me levou a buscar ajuda psiquiátrica.
Passei por um longo e doloroso percurso de tratamento psiquiátrico, incluindo a submissão à eletroconvulsoterapia no Hospital de Clínicas da Unicamp. Apesar de todos esses esforços e dos tratamentos a que fui submetido, não obtive os resultados que esperava. Meu sofrimento chegou a um ponto extremo, culminando em uma tentativa de suicídio.
As consequências dessa trajetória me deixaram impedido de trabalhar e de exercer plenamente minhas atividades profissionais, comprometendo profundamente minha qualidade de vida e minha capacidade de conduzir a própria existência com a autonomia que gostaria de ter.
Além de enfrentar esses problemas, fui praticamente abandonado pela minha própria família, pois meus familiares não conseguiam mais conviver comigo. Essa situação agravou minha solidão e reduziu ainda mais a rede de apoio com a qual poderia contar nos momentos de maior dificuldade.
Minha situação financeira também se tornou extremamente difícil. Eu recebia o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), recursos essenciais para minha subsistência. Entretanto, o Bolsa Família foi interrompido sob a justificativa de que não seria possível receber os dois benefícios simultaneamente. Posteriormente, o BPC/LOAS também foi suspenso pelo INSS pelo período de um ano, decisão que considero arbitrária. Com isso, fiquei ainda mais vulnerável, enfrentando dificuldades para custear minhas necessidades básicas, justamente quando mais preciso de apoio.
Na tentativa de resolver essa situação, recorri também à Defensoria Pública, buscando auxílio para defender meus direitos e restabelecer o benefício. Infelizmente, essa iniciativa não teve o resultado esperado, e continuo enfrentando as consequências da suspensão.
Na busca por alívio e respostas para o sofrimento que vivia, procurei ajuda em igrejas cristãs, inclusive em instituições que se apresentavam como cristãs, mas nas quais não encontrei o auxílio de que precisava. Também recorri a outras denominações religiosas, na esperança de encontrar acolhimento, orientação e alguma forma de ajuda. Infelizmente, todas essas tentativas foram infrutíferas.
Depois de tantas buscas frustradas, encontro-me em uma situação de profunda vulnerabilidade. Além das limitações que me impedem de trabalhar, tenho pouquíssimas pessoas com quem posso contar. A falta de apoio familiar, as dificuldades financeiras e as tentativas frustradas de encontrar ajuda tornam ainda mais difícil enfrentar as consequências de tudo o que vivi.
Esta vaquinha tem caráter estritamente temporário. Seu objetivo é ajudar a custear minhas necessidades básicas durante o intervalo provocado pela suspensão do BPC/LOAS pelo INSS. Não se trata de um pedido de ajuda permanente, mas de um auxílio emergencial para que eu possa atravessar esse período de privação financeira até que minha situação seja regularizada embora já tenha voltado a contar com o benefício.
Minha história é marcada por experiências dolorosas, tentativas de encontrar ajuda e sucessivas decepções. Não se trata apenas de uma questão profissional ou financeira, mas de uma realidade humana que envolve sofrimento, solidão e a necessidade de ser ouvido e compreendido.
Não escolhi passar por essas circunstâncias. Não desejo ser definido apenas pelo meu envolvimento com o ocultismo, pelo tratamento psiquiátrico, pela eletroconvulsoterapia, pela tentativa de suicídio ou pela incapacidade de trabalhar. Sou uma pessoa cuja história e complexidade merecem ser consideradas com seriedade, respeito e sensibilidade.
Não espero que alguém possa resolver todos os meus problemas, mas gostaria de não precisar enfrentar tudo praticamente sozinho.
Apesar de tantas experiências frustrantes, minha história continua merecendo ser ouvida. Minha dignidade não desapareceu em razão do sofrimento, e minhas limitações não anulam meu valor como ser humano.
Sou alguém que precisa de compreensão, acolhimento e ajuda real. Qualquer contribuição para esta vaquinha será uma ajuda concreta para atravessar esse período excepcional de dificuldade e preservar minha subsistência por este breve período de tempo.