
Criei essa vakinha, em 2016, em decorrência do assassinato da minha filha, quando inicialmente eu precisava de ajuda para custear os honorários de um advogado criminal. E tudo foi se resolvendo, não sendo necessário dar continuidade.
Hoje o advogado, atua no caso e é assistente da promotoria!
A vakinha foi mantida aberta, e hoje retorno, necessitando de ajuda.
...
Entenda:
Débora era linda menina de 18 anos, que acabava de ter retornado para São Paulo, em busca de oportunidade de emprego.
Em seu retorno a São Paulo, não demorou muito tempo, coisa de 1 mês, já havia se matriculado no colégio para terminar os estudos e tbm, já estava prestes a iniciar em um emprego para jovem aprendiz, no metrô de SP.
Iniciou no emprego, trabalhando no Metrô Santana, após 2 meses aproximadamente, foi concentrado para outro ponto de atendimento no Metrô Sé.
E foi quando o Réu a viu trabalhando e passou a aborda-la dia após dia, com interesse em conhecê-la, o que tudo indica pelas msgns no Facebook, começou em 15 de dezembro de 2012.
Após a insistência do Réu, ela o conheceu e passou a ver com uma certa frequência até que quando ela conheceu, já estava em um relacionamento mais sério.
Após a insistência do Réu, ela o conheceu e passou a ver com uma certa frequência até que quando ela conheceu, já estava em um relacionamento mais sério.
Passados uns 2 meses, ela cada vez mais envolvida na vida do Réu, quando nós da família percebemos que havia algo estranho, devido à ausência de msgm de SMS e ligações, ela já estava se afastando de tudo e todos, contato com qualquer amigo, com suas tias e comigo a mãe, todo contato dela passou a ser intermediado por Réu e sua mãe Andrea, que ligavam do seu celular para mim (mãe) e ou por telefone fixo da residência, informando que a Débora estava na linha!
Não sabíamos onde era o endereço do Réu, só tínhamos os números de telefone para contato, e era por onde falamos a falar com a Débora, sempre ligações rápidas e estranhas.
Débora era uma menina linda, com sorriso acolhedor, cativante, alegre, cheia de sonhos e muito amor. Tão carinhosa, meiga, amorosa, seu sorriso era iluminado, e quando despontava no corredor da sala dizendo maiêeeeeee…
Sua partida causou um enorme vazio, uma tristeza que vem acompanhada pela da busca incessante por Justiça, durante estes longos 11 anos.
Não sabíamos onde era o endereço do Réu, só tínhamos os números de telefone para contato, e era por onde falamos a falar com a Débora, sempre ligações rápidas e estranhas.
Dia das mães, 12 de maio de 2013, domingo, recebi uma ligação no meu celular, de um número fixo desconhecido.
Ao atender, oi Fernanda?
Sou eu o Rodrigo (Réu)!
Eu disse, tudo bem?
Ele não respondeu...
E disse, vou passar para a Débora.
Minha filha em linha somente me disse com voz bem chorosa, oi mãe, te amo, te amo, te amo!
Eu estranhei sua voz de choro, e pedi, está tudo bem?
Débora disse, sim, tudo bem.
Eu ainda tentei conversar mais, e entendi o que estava acontecendo, mas, ela não bateu com a ligação, pedindo que eu passasse o telefone para o meu marido (padrasto) dela.
Em linha com ele, ela repetidamente disse eu amo vcs, sem detalhes do que estava acontecendo, ele disse onde ela estava, e ela não disse, encerrando a ligação.
Dia 16 de maio de 2013, soubemos de sua morte pela televisão!
Em desespero, embarcamos em um ônibus de viagem de retorno a SP, eu, meu marido e minha filha casula (irmã da Débora) com 9 anos.
Chegamos em SP, fomos direto ao IML, e lá já estavam todos os familiares mais próximos.
Após o enterro da minha filha, no dia 18 de maio de 2013 sábado, fui a delegacia 1° da Sé para entender o que havia acontecido.
Assim que eu, meu marido, meu pai, minha irmã e cunhado, chegamos à delegacia, o delegado de plantão no dia disse o que queríamos. Logo respondemos que estávamos todos para saber sobre o caso da menina que caiu da janela do 10° andar.
Então, logo o delegado respondeu: a prostituta que se jogou da janela?
Ficamos em choque com o que ouvimos, por que a Débora não era nenhuma prostituta, tão pouco teria se jogado da janela.
Após a recepção amigavél, fomos direcionados para falar com o investigador, que da mesma forma tratou a vítima com descaso, neglicência e culpabilidade. Foi dito que haviam algumas mensagens de celular, onde minha filha conversou com um ex-namorado sobre o namoro que tiveram. Porém, as mensagens eram de novembro de 2012, por volta do dia 24, a última vez que se falaram. Portanto msgm anterior, a data em que conheci e começou a se relacionar com o Réu.
“E segundo o investigador, após colher depoimentos do Réu, foi declarado que ele por ciúmes, agrediu violentamente durante 3 horas a minha filha, por que se sentiu traído com uma msgm que leu no Facebook dela (que ele inclusive passou a controlar acesso), e conforme sua declaração, ele terminou o namoro após espancá-la, e ela decidiu se jogar da janela!”
Vale ressaltar, que eu como mãe não acredito que ela tenha feito isso, e sim, que ele a jogou da janela com raiva e muita possessão.
E desde 2013, a família luta na justiça para provar que “foi assassinato e não suicídio”.
O Réu nunca ficou preso, ele havia sido detido para depor e solto por uma juíza após 7 dias do crime.
Eu Fernanda (mãe), fui até o MP, buscar ajuda, buscar apoio, mas, após ter conversado pessoalmente com um promotor de justiça da vara de homicídios, promotor que havia recebido o caso da minha, ele declarou que no seu entendimento tudo que aconteceu não passou de uma simples briga de casal.
E enviou o caso para a vara da família, onde uma Promotora, após análise do caso entendeu e citou mais de 20 indicativas de crime, encaminhando o caso para a PGJ, que após uma análise minuciosa fez a devolução do caso para a vara de homicídios.
Neste meio tempo, que levou alguns meses, eu já busquei apoio de um advogado que atua no caso desde o início.
Ressalto aqui que o caso da minha filha Débora, foi tratado pelo estado e MP, com total descaso, neglicência e despreparo. A perícia do local não foi feita de forma adequada (faltou cálculos matemáticos da distância do corpo do prédio) , a perícia do apartamento foi feita superficialmente, com o apartamento liberado no mesmo dia a noite, para o retorno da família do Réu.
Fui pessoalmente durante 12 dias seguidos ao DHPP, buscando junto ao delegado e escrivão informações sobre o caso, perícia, investigação, e tudo o que eu recebi como resposta, era que eu assistia CSI demais…
No ano de 2023, recebi a notificação de que o julgamento havia sido marcado para os dias 18/19 do mês de outubro.
No mesmo ano, no dia 16 de outubro, fui notificado de que o julgamento havia sido remarcado, pois o Réu no mês de agosto, se internou em uma clínica de reabilitação.
Julgamento remarcado para dia 24 de setembro de 2024.
Esperamos, pacientemente.
Era chegada a data do julgamento dia 24 de setembro de 2024, estávamos eu, a testemunha e minha família no fórum.
Eu e a testemunha, fomos encaminhadas para sala das testemunhas, após 1 hora e pouco, me vem o rapaz do fórum informando que o julgamento novamente havia sido remarcado, algumas testemunhas e o próprio Réu, não compareceram.
Foi desesperador...
...
Buscando uma maneira de conseguir uma ajuda financeira, para adicionarmos ao processo criminal do caso do assassinato da minha filha Débora, um Laudo Pericial Técnico, feito por um perito particular (pois o Estado/ MP nãofez a períciaadequadamente).
OBJETIVOS DO PRESENTE TRABALHO:
Análise Técnica Pericial sobre os fatos abordados no processo supra, referente a queda fatal, ocorrido em 16/05/2013, na Praça da Bandeira, 61 – São Paulo, Capital, tendo como vítima.
Precisamos de um: PARECER TÉCNICO PERICIAL, feito por um profissional.
Trabalho particular, que irá ajudar no processo. Precisamos custear o trabalho do perito, que estará atuando junto a promotoria e ao advogado de acusação.
…
Como já conhecimento de alguns, minha filha foi espancada durante 3 horas e jogada da janela do 10° andar de um prédio de São Paulo, centro da cidade, no ano de 2013.
E desde então, lutamos a 11 anos, para provar que minha filha não cometeu o suicídio. E sim, que ela foi jogada da janela pelo namorado em fúria, por ciúmes.
Após a queda, o namorado foi detido e levado a delegacia para prestar esclarecimentos, e foi então que confessou as violentas agressões, mas "nega ter jogado ela da janela, disse que ela se jogou."
“Infelizmente, é sempre mais fácil, colocar a culpa na vitima, que hoje já não pode se defender.”
Somos de uma família humilde, não temos dinheiro para custear recursos que possam vir a provar de forma técnica, que foi um assassinato.
Por este motivo, resolvemos criar esta vakinha, no intuito de conseguirmos recursos financeiros para custear os honorários cobrados por um perito de vasto conhecimento, para assim, provar de forma técnica, diante do Juiz que minha filha não se matou.
Então, aqui estou, de maneira humilde, buscando apoio financeiro e justiça!
Nós familiares temos todos os motivos e os indícios de que foi um crime.
Mas, infelizmente no meio do caminho, esbarramos com o “machismo” até dentro das instituições que deveriam nos prover assistência.
E sem apoio, acaba que ficamos esquecidos em meio as estáticas de crimes de violência doméstica.
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