
Meu nome é Camilli, tenho 23 anos, e estou vivendo o momento mais difícil da minha vida.
Estou internada a mais de 40 dias por conta de pedras coraliformes nos rins, um tipo grave de cálculo que ocupa grande parte do rim. Esse quadro me causou infecção urinária severa, inflamação renal, dores intensas e constantes, além de várias complicações que me levaram a internações sucessivas, sem previsão de alta.
No meu caso, o tratamento depende de cirurgia, não uma, várias. Não é algo simples, nem rápido. Enquanto isso não acontece, sigo internada, medicada somente com morfinas que passa a dor, com dor, fraqueza extrema e riscos constantes de novas infecções.
Além disso, sou portadora de epilepsia desde os 17 anos. Minha condição estava controlada com medicações diárias, mas com todo o desgaste físico e emocional dessa situação, comecei a apresentar crises focais durante o dia, episódios em que fico consciente, mas sem conseguir reagir, falar ou me mover. Além disso também tive dois episódios de convulsão dormindo, mais forte ainda, enfim… Algo assustador e exaustivo, que voltou mesmo eu tomando corretamente meus remédios.
Existe também uma parte da minha história que dói muito contar.
Eu havia conseguido parar os medicamentos para depressão e ansiedade. Estava bem, estável, sem dependência de remédios, vivendo minha vida com equilíbrio e esperança. Foi uma conquista enorme pra mim.
Mas com toda essa dor, internações, incertezas e medo, tudo voltou. O emocional desmoronou junto com o físico. Precisei voltar a usar medicação controlada para conseguir dormir, acalmar a mente e suportar esse momento. É muito difícil sentir que você estava bem… e de repente precisa recomeçar do zero.
Estou afastada do trabalho e aguardando a liberação do auxílio por incapacidade temporária do INSS, mas até isso se resolver, as despesas continuam: contas básicas, medicamentos, transporte, alimentação, além dos custos que surgem com a internação prolongada.
Minha mãe está comigo todos os dias no hospital. Ela é minha base, minha força, quem conversa com os médicos, quem segura minha mão quando a dor vem. Mas isso também significa que ela precisou se afastar da rotina dela para cuidar de mim, gerando ainda mais dificuldades financeiras para nós.
Meu namorado também tem sido meu apoio diário: trabalha, vem dormir comigo no hospital, cuida de mim nos momentos mais difíceis e ainda cuida da minha cachorrinha Pandora, que é a minha vidinha. meu amor de quatro patas - ah, e que saudade 💔. Esse apoio me dá força, mas a carga emocional e financeira desse momento é muito grande para todos nós.
Criar essa vakinha não foi fácil. É um pedido que vem de um lugar de muita vulnerabilidade. Ainda há esperança de conseguir atravessar esse período com um pouco mais de segurança, dignidade e apoio enquanto luto pela minha saúde e aguardo a cirurgia que pode mudar tudo.
Qualquer valor ajuda.
Se você não puder doar, compartilhar já faz uma enorme diferença.
Obrigada por ler minha história, por se importar e por qualquer gesto de apoio. 🤍
