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Ajuda pra custear despesas do Franjinha na clínica  veterinária.
Animais / Pets
Rio de Janeiro / RJ

Ajuda pra custear despesas do Franjinha na clínica veterinária.

ID: 2856035
A linha de pipa que dilacerou meu coração…  Venho aqui, depois de dias de angústia, dor e lágrimas,  muitas lágrimas… pedir a ajuda daqueles que amam animais e que consigam entender, que nem tudo é do jeito que a gente quer. Certo dia, uma ver tudo
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Vaquinha criada em: 18/05/2022

A linha de pipa que dilacerou meu coração… 

Venho aqui, depois de dias de angústia, dor e lágrimas,  muitas lágrimas… pedir a ajuda daqueles que amam animais e que consigam entender, que nem tudo é do jeito que a gente quer. 

Certo dia, uma gata de rua, aparece na minha casa com sarna e pra evitar que contaminasse meus 4 gatos, coloquei 1 pipeta de revolution nela. 

Foi o bastante pra ela não ir mais embora, ainda que eu a expulsasse. Ela estava prenhe, e meses depois, deu a luz no meu quarto. Ali nasceram 5 gatinhos, e 1 deles era o Franjinha.

 Foi amor a primeira vista, desde o início sabia que teria que doá los. Ah! Mas aquele de olhos juntos e narigão, eu já amava. Era um grudinho e amava colo e carinho. Consegui doar 3 dos filhotes, mas os frajolinhas ficaram. O amor só crescia, Franjinha amava ficar no colo e deixava seu corpinho mole, toda vez que tínhamos que pôr ele no chão, só pra gente ficar com dó e manter no colo. 

8 meses se passaram e precisei me ausentar por um período de tempo, meus filhos já adolescentes cuidavam deles. 

Até que um dia, uma pipa avoada caiu no meu telhado, deixando pendurada mais de 2 metros de linha com cerol. Meu inocente Franjinha que amava brincar, engoliu, tentando na verdade, se livrar daquela linha que estava em sua boca. Um gato não engole linha porque quer, ele tenta com a língua retirar da boca, mas ele não sabe, que o movimento a faz entrar, invés de sair. Ninguém viu ele engolindo. 

Minha filha viu a pipa de longe, mas alguém a tirou e não notaram que a linha havia ficado lá pendurada. No sábado anterior ao dia das mães, fui a noite para casa e ao chegar meus gatos vieram como sempre, me esperar na escada, fiz carinho e entrei, estava com peso e não notei que ele estava sujinho, até que deixei tudo na mesa e fui pegar ele. 

Pra meu desespero notei que ele estava com um olhar de muita dor e caminhando com muita dificuldade,  mesmo assim, veio me encontrar como sempre fazia, esperando receber em troca um carinho e um colinho. 

É com muitas lágrimas que conto essa história. Ele havia caído em um ralinho do banheiro, que insistiam em abrir, aí muito nervosa achei que tivesse envenenado, dei um medicamento contra envenenamento e fui dar um banho nele porque estava muito sujinho, foi quando virei ele para lavar o rabinho e as patas traseiras que vi a linha! 

Não consegui contato com a veterinária de minha confiança e sem muito tempo, pedi ajuda a minha amiga com o cartão emprestado, porque o gato dela já havia passado por isso, eu sabia que ele teria que operar urgente!

 Eu não tinha dinheiro, mas não pensei duas vezes, corri pra clínica West Care e o deixei lá para fazer a cirurgia.  Ao chegar a veterinária o examinou e viu uma ponta da linha enrolada debaixo da língua dele e a outra saindo pelo ânus. 

Dr. Pedro o cirurgião, me explicou a cirurgia e seus riscos, no meio tempo, minha filha lembrou da pipa e eu sabia que teria cerol. Então sabia que certamente haveria cortes no intestino.

 O combinado com Dr. Pedro foi notícia boa um áudio no zap, notícia triste uma ligação.  Na manhã seguinte estava feliz por não ter sido acordada com uma ligação e fui informada que ele estava se recuperando bem e que tinha resistido, porém ainda haviam riscos, pela forma agressiva que a linha atingiu seu intestino provocando cortes.

 A linha tinha mais de dois metros.

A conta era maior do que eu poderia pagar, mas confesso que nem pensei nisso na hora. 

No dia previsto pra alta, ele teve febre, precisou de mais uma diária e novamente eu não pensei.

 No outro dia, quinta feira, ele estava melhor e recebeu alta, mas inspirava muitos cuidados e remédios caríssimos. Recebi ajuda da minha amiga e consegui dar os remédios. 

Gostava de dormir debaixo da minha coberta, bem pertinho de mim.

 

Infelizmente ele piorou.  No domingo ele não quis comer, coisa que desde o início, após a cirurgia, ele fez, sozinho e comia muito bem!   Precebi que a febre havia voltado e estava alta, sinal de algo havia dado errado… 

 

 

Mal consigo falar nisso, sem que lágrimas rolem dos meus olhos e o coração aperte. Depois de muito desespero e sem alternativas, sem nenhuma condição financeira  e desesperada, voltei com ele pra clínica. Ele ficou e mais uma vez passei o cartão.

 

 

Na manhã seguinte uma ultra mostrava uma peritonite, intestino estava colado e um pouco de líquido precisava ser removido, ou seja, voltar pra mesa de cirurgia. Porém um exame de sangue, deixava claro que com plaquetas e leucócitos baixos ele não resistiria.  O Dr. Pedro me ligou e muito cuidadoso, me explicou todas as possibilidades,  (tudo que eu queria era ele bem, curado na minha casa), mas as duas coisas que eram reais, também  o levaria ao mesmo triste fim. 

Eu sabia,  por mais que tentassem ele partiria. Perguntei com a voz embargada sobre eutanásia, mas ele falou que era uma decisão, que só eu poderia tomar, porém  do jeito que o exame dele estava, talvez não chegasse nem ao fim do dia… com muito cuidado ele me disse tudo que eu já sabia naquela altura. Então, até o horário da minha visita, que estava marcada para as 16h, eu tomaria a decisão.

  Eu chorei, orei, clamei,  disse a Deus que não queria que ele sofresse, nem que morresse, mas entenderia e aceitaria a vontade de Deus. Mesmo que não fosse a minha. 

Liguei pra clínica e pedi que me permitissem vê lo antes do horário marcado,  já que ele poderia não me esperar. Fui lá,  orei, chorei, abracei e o beijei muito, ungi, beijei mais e o acariciei, porque ele amava carinho. Enquanto passava a mão pelo seu corpinho, ele quase sem força, balançava a pontinha do seu rabinho. Até eu criar coragem e dizer eu te amo e você pode voltar pra casa… 

E algumas horas depois enquanto eu tomava café com minha amiga, na mesa da cozinha, entrou o Simba, um gatinho  albino que minha amiga tem, chorando com uma folhinha na boca e deixando ela nos meus pés, passou seu corpinho em minha perna, e eu dizia a minha amiga, fica com ciúme não, mas ele trouxe pra mim, ele subiu em meu colo e acariciei dizendo, você veio consolar a titia? 

 

 

(Simba, nunca antes havia trazido uma folha e depois disso também não fez mais). 

Ele parecia um anjo, com passadas leves e aquele chorinho diferente, nos espantamos quando vi que era ele, porque Gaia uma outra gatinha, sempre faz isso, mas ele não.

Entendi que era um cuidado de Deus comigo. 

 Então 20 minutos depois recebi uma ligação da clínica e a atendente disse Kelly, infelizmente, tenho uma triste notícia…

 As opções eram cremar ou buscar o corpo do meu meu amado Franjinha, que a essa altura, já era amado também por todos da clínica e o lamento também foi compartilhado por eles. 

Foi a decisão mais dura que tomei, estava chovendo muito, mas o custo da cremação era alto demais e eu já havia gasto muito mais do que teria condições de pagar sozinha. 

Então liguei pra uma amiga, que me permitiu enterrar no terreno que ela tem e que chama carinhosamente de cemitério rosa, pois é onde ela também enterra os bichinhos dela quando morrem. Minha amiga, triste pela perda como eu, me levou até a clínica. Me entregaram ele em uma caixinha… depois de um temporal, minha amiga que está operada, tentou iluminar o terreno, porque já era noite, com ajuda de um celular tbm iluminei e com uma enxada eu mesma cavei o buraco e deixei o corpinho do gato mais amável, que já passou na minha vida, enterrando o ali.

 Todos os dias desde então eu choro, porque a gente sempre acha que algo poderia ter sido feito pra evitar… fiz o que pude e o que não poderia...

 É por isso que estou aqui contando essa longa história… pra pedir ajuda, pra honrar meu compromisso de efetuar o pagamento da dívida do cartão da minha amiga, que segurou minhas mãos e chorou comigo.

Se puder ajudar serei muito grata e que Deus na sua infinita graça dê em dobro, a cada pessoa que contribuir e compartilhar. 

 

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