
Meu pai se chama Sebastião Ferreira de Souza, na época aos 68 anos foi realizar um bico de pedreiro para um amigo, um telhado no primeiro andar da casa dele. No quinto dia de trabalho no dia 11 de dezembro de 2020, por volta das 16h00 da tarde, ao finalizar as madeiras do telhado para colocar as telhas, a madeira em que ele estava por cima quebrou com ele, assim que ele caiu a sua calça enroscou na madeira fazendo ele cair de cabeça no chão. Ele saiu de ambulância em estado grave e já desacordado. Ele sofreu um TCE (Traumatismo Crânio Encefálico) gravíssimo e teve que realizar uma cirurgia de emergência para remoção dos coágulos sanguíneos no cérebro para alívio da pressão intracraniana. No dia seguinte o seu cérebro inchou muito e teve que passar pela segunda cirurgia para remoção da calota craniana. Ele ficou 15 dias entubado e ao sair da intubação ele estava se recuperando aos poucos, mas no dia 01 de janeiro de 2021 ele adquiriu pneumonia que logo evoluiu para sepse, então teve que ser entubado às pressas novamente. Após 20 dias entubado, ele teve que realizar uma traqueostomia para conseguir respirar. Depois disso ele não acordou mais, o médico confirmou que ele está com a síndrome do trefinado que o impede de acordar devido a falta da calota craniana, isso causa o esmagamento do cérebro pela pressão atmosférica. No mês de abril de 2021 ele recebeu alta e está em casa desde então aos cuidados da família. Ele se encontra acamado com traqueostomia, oxigênio, se alimenta pela GTT e usa fralda. O SUS nos fornece a alimentação dele, oxigênio, fraldas e alguns medicamentos. Porém ele faz fisioterapia 3 vezes por semana para não atrofiar o seu corpo, porém como o SUS não fornece o serviço de fisioterapia nós que temos que arcar com esse valor toda semana para ele. Hoje ele está com 70 anos e vem apresentando melhoras, estamos aguardando o SUS chamar para realização da cranioplastia e assim ele ter uma melhora neurológica.
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