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Africa o que importa saber?
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Africa o que importa saber?

ID: 568439
RESUMO DO PROJETO: O objetivo deste trabalho é investigar como a África é representada no Brasil; secundariamente e sabendo das exigências da Lei 10.639/2003, que regulamenta a obrigatoriedade de ensinar a História e Cultura Afro-Brasileir ver tudo
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Vaquinha criada em: 06/05/2019

RESUMO DO PROJETO:

O objetivo deste trabalho é investigar como a África é representada no Brasil; secundariamente e sabendo das exigências da Lei 10.639/2003, que regulamenta a obrigatoriedade de ensinar a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena nos estabelecimentos de ensino básico e superior, investigou-se como esse tema é abordado no conteúdo programático escolar. Outro objetivo proposto foi o de investigar como o discurso midiático retrata a África contemporânea. Tem como hipótese que as representações brasileiras sobre a África são estereotipadas, tanto pela mídia, quanto pelo conteúdo didático. Baseado no “mito da história única” (utilizada por Chimamanda Adichie), que define que, quando restringimos o conhecimento de um objeto complexo a um único olhar, reduzimos esse objeto a estereótipos, o trabalho investiga se o conhecimento que o Brasil tem sobre a África é reducionista e associado a uma só visão. Percebe-se que até o início do Século XX prevaleceu o eurocentrismo, confirmando esse mito. É nesse contexto que surge a Lei 10.639/2003 que, além de promover a valorização e relevância das matrizes culturais brasileiras, auxilia também no reconhecimento da singularidade e identidade do povo brasileiro, valorizando as diferenças. Portanto a lei é voltada a cada um dos alunos que compõem os 55% de negros do país (I. Foram coletados e analisados dados quantitativos e qualitativos, referentes a: 1) 11 materiais didáticos de história e geografia do Ensino Fundamental; 2) a reportagens sobre 3 países africanos disponibilizados no Portal G1; 3) a entrevistas com 18 professores de história, geografia e educação física. Os resultados obtidos revelam que, em parte, nossa hipótese é corroborada e em parte refutada. É corroborada pela análise dos materiais didáticos que fazem referência à África (sua cultura e história), entretanto, de forma resumida, ou pouco aprofundada, não dando relevância a etnias, povos, culturas, histórias e países específicos, isto é, são mais generalistas, se comparados à história e cultura europeias, cujos detalhes são alarmantemente maiores. É corroborada com relação à mídia, na qual as informações transmitidas são repetitivas, sensacionalistas, e resumidas, tratando, no geral, de violência e natureza. Ela é parcialmente corroborada pelo discurso de alguns professores que dedicam pouco tempo ao ensino da África, geralmente restrito à história do Egito antigo, mas é parcialmente refutada pelo discurso e prática de alguns educadores, que contextualizam a África em sua complexidade histórica, valorizando a especificidade de povos, culturas e línguas.

Palavras-chave: África; Ensino; Estereótipo; Mídia; Material Didático.

 

Link do colégio:

https://www.giordanobruno.com.br/

Link da feira:

http://www.expociencias.net/

Link da nossa pesquisa:

  https://documentcloud.adobe.com/link/track?uri=urn%3Aaaid%3Ascds%3AUS%3A5c08276e-f2e0-4120-930a-57a2d4391c9f  
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