
Oi. Meu nome é Ana Maria. Eu tenho 51 anos, sou casada e tenho 2 filhos, Gabriel, de 18 anos, e Caetano, de 10 anos. Há 3 anos, recebi o diagnóstico de melanoma de uma pinta que encontrei no couro cabeludo. De lá para cá, muita coisa aconteceu. A doença começou pequena, mas o diagnóstico era enorme e sufocante! Me lembro da sensação de ir ao consultório na clínica oncológica pela primeira vez. Não acreditava que eu realmente estava ali, que aquilo estava acontecendo. O medo dessa doença nos paralisa. E com a ajuda da família e de amigos, eu me levantei pela primeira vez pra enfrentar esse diagnóstico tão doído. Fui descobrindo força em mim e nas pessoas que me rodeavam e que me amparavam nas horas mais difíceis. Tiramos a primeira lesão, apareceram outras, chamadas metástase em trânsito. Desde 2023, fiz imunoterapia com as 3 diferentes medicações possiveis para o meu caso no Brasil. Também passei por radioterapia em 2024 e 2025. Agora em 2026, iniciamos um outro tratamento, chamado terapia alvo. É um tipo de quimioterapia que pode ser usado em casos de pacientes cujo tumor tenha uma mutação chamada braf positivo, que é o meu caso. Esse tratamento pareceu promissor no início, mas no último mês tivemos a confirmação de que o tratamento não teve a resposta esperada. Então chegamos aqui, ao agora! A doença está se espalhando pelo couro cabeludo. Segundo a equipe médica esgotamos todas as possibilidades de tratamento disponíveis no Brasil. Sondamos a possibilidade de mais cirurgias, além das que já fiz no couro cabeludo, para remover as novas lesões que apareceram. Ou a possibilidade de um transplante de couro cabeludo completo para remover toda a pele. Segundo a equipe, estaríamos apenas ganhando algum tempo antes que a doença se espalhe por órgãos vitais. O único tratamento que pode reverter o quadro é uma terapia de linfocitos infiltrantes, terapia TIL, que está disponivel em Israel e nos EUA. O custo em Israel (cerca de 200 mil dólares) é cerca de 3 a 4 vezes menor do que nos EUA. Desde o início, tenho lutado para conseguir custear o necessário e contado também com a ajuda da família. Mas chegamos a um ponto em que o custo se tornou impensável para mim, uma professora, mesmo com a ajuda de familiares. Estou aqui pedindo a vocês uma chance de tentar vencer esse câncer, de ser uma porcentagem de vitória, de poder contar uma história, de poder ver meus filhos se formarem e de poder ser vó, meu sonho dourado, mesmo desde antes de ser mãe. Muito obrigada, gente, por compartilharem ou por qualquer doação que possam fazer. Um beijo!