
Meu nome é Natiele, tenho 30 anos e estou vivendo um dos momentos mais delicados e, ao mesmo tempo, mais importantes da minha vida.
Estou grávida de 5 meses e, durante a minha gestação, fui diagnosticada com Leucemia Mieloide Crônica em crise blástica.
Receber essa notícia já seria difícil em qualquer momento. Mas recebê-la enquanto estou grávida tornou tudo ainda mais assustador, porque hoje as minhas decisões, os meus medos e a minha luta não envolvem somente a minha vida. Eu também estou lutando pela vida do meu bebê.
Ser mãe sempre foi um dos maiores sonhos da minha vida. Antes desta gestação, passei pela dor de perder três bebês. Foram momentos muito difíceis, que deixaram marcas que carrego comigo até hoje. Por isso, quando descobri esta gravidez, ela representou para mim muito mais do que um teste positivo: representou a esperança de finalmente realizar o sonho de ter meu filho nos braços.
E foi justamente durante esse momento tão esperado que descobri a leucemia.
Atualmente, além da doença, estou com anemia, baixa tolerância aos esforços físicos e risco elevado de complicações infecciosas e hemorrágicas. Por orientação médica, preciso permanecer em repouso e fui afastada das minhas atividades profissionais.
Minha gravidez também passou a ser considerada de alto risco e exige um acompanhamento muito cuidadoso. Preciso evitar sangramentos, infecções e até mesmo doenças aparentemente simples, como uma gripe, porque, diante da minha condição, qualquer intercorrência pode representar um risco maior.
Os médicos foram muito claros comigo sobre a gravidade e a complexidade da minha situação. A continuidade da gestação traz riscos e existe uma preocupação muito grande não apenas com os próximos meses, mas também com o momento do parto e com a minha recuperação.
Também existe a possibilidade de o meu bebê nascer prematuramente.
Eu sei dos riscos. Sei que não será um caminho fácil. Mas depois de tudo o que já vivi e das três perdas que enfrentei, quero lutar pela minha vida e pelo meu filho.
Meu tratamento contra a leucemia será realizado pelo convênio médico. Porém, pela complexidade de conciliar a doença com uma gestação de alto risco, preciso também de um acompanhamento obstétrico muito próximo e especializado.
Encontrei um médico obstetra particular que conhece a minha condição, está acompanhando o meu tratamento da leucemia e poderá permanecer comigo durante a gestação e no momento do parto. Neste momento, preciso passar por acompanhamento aproximadamente a cada duas semanas, além de realizar os exames necessários para acompanhar tanto a minha saúde quanto a do meu bebê.
Todo esse acompanhamento gera custos altos e, com o meu afastamento do trabalho e tudo o que ainda poderá ser necessário durante os próximos meses, chegou um momento em que eu e minha família percebemos que não conseguiremos enfrentar tudo isso sozinhos.
Confesso que pedir ajuda não é fácil. Mas hoje preciso deixar o orgulho de lado e pensar naquilo que é mais importante para mim: ter condições de continuar meu tratamento, cuidar da minha gestação e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que nós dois fiquemos bem.
O valor arrecadado será destinado principalmente ao meu acompanhamento obstétrico particular, consultas, exames e demais despesas decorrentes do tratamento e dos cuidados que precisarei durante a gestação, no parto e na minha recuperação.
Ainda existem muitas incertezas pela frente. Não sei exatamente como serão os próximos meses e sei que meu quadro exige muitos cuidados. Mas estou tentando enfrentar um dia de cada vez.
Apesar de todo o medo, eu continuo acreditando e quero continuar lutando.
Lutando pela minha saúde, pela minha vida e pelo sonho que já precisei ver interrompido três vezes, mas que agora cresce dentro de mim novamente.
Se você puder contribuir com qualquer valor, estará me ajudando a atravessar esse momento com um pouco mais de segurança. E, se você não puder contribuir financeiramente, peço que compartilhe a minha Vakinha. Fazer a minha história chegar a outras pessoas também pode fazer uma diferença enorme.
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