
Oi, eu sou Tereza: jornalista, fotógrafa, nortista, filha única.
Estava a trabalho com um grupo de turistas na Ilha do Marajó, no dia 18 de junho, quando interrompi uma sessão de fotos para atender ao telefone. A visão escureceu quando a voz do outro lado, trêmula, contou que minha mãe havia sofrido um acidente. Um atropelamento, muito próximo à nossa casa, em Belém. Punho e pé quebrados. Me senti feito barco à deriva: boiando longe do cais, minha mãe seriamente machucada.
Consegui retornar à cidade quatro dias depois, com o coração aos pulos. Em casa somos nós duas: uma pela outra. Cheguei contando os minutos pra vê-la de perto, prestar todo apoio, cuidar das medicações, agradecer o carinho de quem foi esteio enquanto estive ausente. E aí veio a segunda onda forte, numa ferocidade que me derrubou.
Ao descer do uber, muito abalada, esqueci meus equipamentos de trabalho no carro. Estava realmente muito fragilizada e ansiosa pelo encontro com ela. Tão logo me dei conta da situação, entrei em contato via aplicativo para pedir o retorno dos meus pertences – dos quais eu dependo para conseguir trabalhar.
Por 15 dias consecutivos tentei acionar a Uber e o senhor Alan, motorista, cujo carro é um Hyundai HB20, placa RWW8D52. Nenhum suporte até aqui. Registrei um boletim de ocorrência e também não tive sucesso com a investigação. Sem chão de novo. Desisti de reaver meu material, ainda zonza com a sequência avassaladora de acontecimentos.
Reúno coragem pra compartilhar aqui esse momento delicado, desejando contar com a ajuda dos que me conhecem, mas também de todos os que se sensibilizarem com meu relato. Todo apoio é bem-vindo: seja ele financeiro, seja na divulgação da vakinha, ou mesmo no envio de mensagens e energias positivas pra nós. Espero que possamos remar juntos.
É um grande lamento perder tudo, ou quase, mas sinto também que essa é uma grande chance de recomeço. Vamos chamar o vento.
O link da Vakinha está abaixo.
Também é possível ajudar através da chave: oiterezapix@gmail.com.
Desde já: muito obrigada.
Texto escrito com a ajuda carinhosa da amiga Amanda Aguiar.