
Oi… eu sou a Bianca, mãe do Breno. E hoje eu quero compartilhar com vocês um sonho… mas também uma realidade.
Quem acompanha a nossa história sabe que o esporte inclusivo não transformou só a vida do Breno… transformou a minha também.
Muito mais do que futebol, ele encontrou pertencimento, amizades e, principalmente, autoestima.
Recentemente, recebemos uma oportunidade que parecia impossível: representar o Corinthians na Genuine Cup, em Houston, nos Estados Unidos, um campeonato internacional de futebol para pessoas com deficiência intelectual que reúne clubes do mundo inteiro.
Foi uma surpresa linda. Daquelas que mudam tudo. Uma alegria imensa… que chegou de repente.
Mas, justamente por ser algo inesperado, eu não tive tempo de me organizar financeiramente.
A organização custeia todas as despesas dos atletas: hospedagem, alimentação e transporte durante o evento. Mas a passagem do acompanhante não está inclusa.
E quem não conhece a nossa história pode até pensar: “Mas por que você precisa ir?”
Existe um motivo muito importante.
Além da deficiência intelectual, o Breno também convive com o diabetes tipo 1.
E isso mudou completamente a nossa rotina.
Eu sou o que muita gente chama de “mãe pâncreas”.
Fui eu quem ensinou o Breno a medir a glicemia, aplicar a insulina e entender o próprio corpo. Mas quem convive com o diabetes sabe que ele não é uma matemática exata.
Cada refeição. Cada treino. Cada emoção. A ansiedade. Uma noite mal dormida. Tudo pode alterar a glicemia e exigir decisões rápidas e ajustes na insulina.
Hoje, o Breno ainda não consegue tomar essas decisões sozinho. Ele faz exatamente o que eu oriento. Por isso, a minha presença nessa viagem representa muito mais do que companhia. Ela representa segurança.
Foi por esse motivo que decidimos criar essa vaquinha.
Eu não posso deixar que a falta de recursos… e muito menos o diabetes… impeçam o Breno de viver esse sonho.
E, se você puder contribuir com qualquer valor ou simplesmente compartilhar este vídeo, você já estará fazendo parte dessa conquista.
Desde pequeno, o futebol sempre foi o nosso momento.
Era assistir aos jogos juntos, fazer pipoca, torcer pelo Corinthians e pela Seleção.
No condomínio, foi através do futebol que ele encontrou um jeito de se aproximar das outras crianças. Nem sempre foi fácil, mas ele nunca desistiu.
Foi ali, entre uma pelada e outra, que nasceu o apelido dele: Galego. E eu sempre brinco que ele deve ser o galego mais moreno que existe! Esse apelido veio dos amigos do prédio e ficou. Até hoje, muita gente conhece o Breno simplesmente como Galego.
Ele passava horas assistindo a vídeos no YouTube e depois descia para a quadra tentando repetir cada drible, cada jogada.
Via amigos e vizinhos vestindo a camisa do Timão e sempre me perguntava:
“Um dia eu posso ser jogador do Corinthians?”
E hoje eu posso responder com o coração cheio de orgulho:
Você já é.
Obrigada por nunca desistir dos seus sonhos. E obrigada por me ensinar que vale a pena lutar por tudo aquilo que faz o seu coração feliz.
Por fim, eu quero agradecer a cada pessoa que acredita na nossa história.
No Breno.
No esporte inclusivo.
E nesse sonho… que eu tenho certeza… está só começando.