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46 anos depois: um reencontro de mãe e filha
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46 anos depois: um reencontro de mãe e filha

ID: 5964560
 Essa é uma história de dor, separação… mas também de esperança.Meu nome é Maria de Jesus Pereira Silva, conhecida como Eliane. Sou nascida em 11 de dezembro de 1959. Quando eu tinha apenas 13 anos, engravidei. Quase aos 14 anos, dei à luz ver tudo
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Vaquinha criada em: 23/02/2026

 

Essa é uma história de dor, separação… mas também de esperança.

Meu nome é Maria de Jesus Pereira Silva, conhecida como Eliane. Sou nascida em 11 de dezembro de 1959. Quando eu tinha apenas 13 anos, engravidei. Quase aos 14 anos, dei à luz minha primeira filha, a quem dei o nome de Elaine.

Eu era muito nova, sem estrutura, sem apoio. Em um momento difícil da minha vida, precisei viajar e deixei minha filha sob cuidados de outra pessoa, pagando para que olhassem ela. Nesse período, o pai dela, que morava em Diamantina, foi até lá e levou minha filha para morar com ele.

Eu tentei buscá-la de volta, mas não consegui. Com o coração partido, achei que talvez a vida dela fosse melhor sem mim, já que eu não tinha condições de oferecer o que ela merecia naquele momento.

Os anos passaram… mas eu nunca esqueci minha filha. Nunca houve um dia em que eu não rezasse por ela. Nunca deixei de amá-la.

Enquanto isso, minha filha cresceu acreditando que tinha sido abandonada. Durante 46 anos, ela ouviu que sua mãe a havia jogado fora, que tinha sido salva do lixo. Cresceu com essa dor, procurando por mim, mas com meu nome registrado errado nos documentos — como “Eliane” — sendo que meu nome verdadeiro é Maria de Jesus Pereira Silva. Assim, ela nunca conseguiria me encontrar.

Foram décadas de sofrimento dos dois lados.

Até que, graças a uma amiga antiga, um áudio meu foi encontrado em um grupo. Esse áudio chegou até minha filha. Ela conseguiu meu contato. E, depois de 46 anos… começamos a conversar.

Estamos tentando recuperar o tempo perdido. Tentando ouvir uma à outra. Tentando entender o que realmente aconteceu.

Hoje, minha filha tem 47 anos. Eu tenho 66. Temos uma família grande que nunca pôde conviver junta. Eu tenho oito filhos: Ramon, Marcinho, João Pedro, Felipe, Tomás, Monalisa, Cristina e Vanda. Se todos estivessem vivos, seriam dez. Ela tem nove irmãos e muitos sobrinhos que sonham em conhecê-la.

Ela cresceu sentindo falta de uma família. Eu envelheci sentindo falta da minha filha.

Nós sabemos que não é possível recuperar 46 anos perdidos. Mas queremos recuperar o que ainda temos pela frente.

Estamos criando essa vaquinha para tornar possível nosso reencontro presencial. Para que possamos nos abraçar pela primeira vez depois de quase meio século. Para que ela conheça os irmãos. Para que eu possa olhar nos olhos da minha filha e dizer o quanto eu a amo.

Qualquer ajuda será uma ponte para reconstruir uma história que foi interrompida.

Que Deus abençoe cada pessoa que puder contribuir ou compartilhar.

Com gratidão, Uma mãe e uma filha que nunca deixaram de se amar.

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