
Olá, me chamo Kaya, artista afro confluente, não binarie (elu/ela). Nasci e me criei na Sapiranga, bairro periférico em Fortaleza. Sou produtora musical, arte educadora e estudiosa na área de sonorização, acústica e eletrônica.
Na busca por aprendizagem, em maio deste ano me inscrevi para o curso de Técnica de Palco em um processo seletivo nacional chamado Práticas e Técnicas para Artes Cênicas realizado pelo Instituto do Teatro Brasileiro no estado da Bahia. Foram mais de 11 mil inscrições para 500 vagas, ou seja, foi um processo seletivo bem concorrido.
Estou fazendo essa vakinha porque acredito que a contribuição coletiva é substancial para esse aperfeiçoamento da minha profissão no intercâmbio com a Bahia durante 3 meses. É desafiador ser artista dissidente e nesse contexto conto com ajuda de cada pessoa para custear aluguel, alimentação e transporte na cidade de Cachoeira e Santo Amaro, ambos no estado da Bahia.
Essa formação é uma oportunidade que facilitará sobretudo a elaboração e execução de oficinas em territórios periféricos, contribuindo na luta por inserção e empregabilidade nas áreas técnicas para pessoas dissidentes.
O corre está sendo grande e como diz Jota Mombaça "o mundo da arte não é uma geografia na qual sou autorizada a simplesmente acessar." Sua ajuda nutre um sentimento enorme de esperança em meu coração!