Doar
Arrecadar
Sobre
Voltar
Histórias

Aos 8 anos, Áurea enfrenta câncer raro, perde o braço e sonha com prótese robótica

14 ago 2026
6 min
Equipe Vakinha
Compartilhe com seus amigos:

Menina de Santos (SP) é a primeira paciente do GRAACC diagnosticada com PEComa; após o câncer voltar de forma agressiva, ela precisou amputar o braço direito e agora busca R$ 200 mil para uma prótese robótica.

Áurea Bravo tem 8 anos, uma irmã gêmea chamada Aylla e um sonho que pode parecer simples para uma criança: voltar a ter autonomia para viver a própria infância.

Mas, antes de chegar a esse sonho, Áurea precisou enfrentar uma batalha que começou com um pequeno caroço no braço direito e terminou com uma decisão difícil: amputar o membro para tentar salvar a própria vida.

Moradora de Santos, no litoral de São Paulo, a menina enfrenta um câncer extremamente raro chamado PEComa, um tipo de tumor que acomete principalmente adultos e possui poucos casos registrados em crianças.

Agora, depois de passar por cirurgias e diferentes tratamentos, Áurea busca ajuda para realizar outro sonho: conseguir uma prótese robótica que possa ajudá-la a recuperar parte da autonomia perdida.

A família criou uma Vakinha com meta de R$ 200 mil. Até o momento, a campanha já arrecadou cerca de R$ 121 mil.

Tudo começou com um pequeno caroço

A própria Áurea conta sua história em um vídeo publicado pela família.

Segundo o relato da menina, tudo começou quando seus pais perceberam um pequeno caroço em seu braço direito. Inicialmente, a suspeita era de que se tratasse de um cisto.

Ela passou por uma biópsia em Santos, mas o resultado não conseguiu identificar exatamente o que havia no local.

Foi durante a investigação no GRAACC que a família começou a encontrar respostas.

Após novos exames, os médicos identificaram um tumor raro. Em novembro, Áurea passou pela primeira cirurgia e recebeu o diagnóstico de PEComa.

Segundo a descrição da campanha, trata-se de um tumor de células epitelioides perivasculares, de origem mesenquimal e que se desenvolve ao redor de pequenos vasos sanguíneos.

A doença é considerada extremamente rara. A família relata que Áurea é a primeira paciente do GRAACC diagnosticada com PEComa.

A primeira remissão trouxe esperança

Depois do diagnóstico, Áurea passou por uma sequência de tratamentos, incluindo cirurgias e quimioterapias.

Em fevereiro de 2026, veio a notícia que a família mais esperava: o câncer estava em remissão.

O momento foi celebrado como a possibilidade de finalmente retomar uma rotina mais próxima da normalidade.

A menina chegou a retirar o cateter e a família fez uma viagem para comemorar.

Mas a tranquilidade durou pouco.

Em abril, os pais perceberam um novo caroço, desta vez na região abaixo da axila. Os exames mostraram que o PEComa havia retornado — e de forma ainda mais agressiva.

“Se isso fosse para salvar a minha vida, era isso mesmo que eu queria”

As novas sessões de quimioterapia não estavam conseguindo reduzir o tumor.

Diante da evolução da doença, os médicos começaram a discutir com a família a possibilidade de amputar o braço direito de Áurea.

A menina conta que ficou chocada quando recebeu a notícia.

Mas também sabia o que queria.

“Se isso fosse para salvar a minha vida, era isso mesmo que eu queria.”

A cirurgia foi realizada e Áurea perdeu o braço direito.

A decisão, dolorosa, tinha um objetivo claro: preservar a vida da menina.

Mesmo depois da amputação, porém, o tratamento continua. A família também enfrenta os custos relacionados à jornada de tratamento oncológico.

Um sonho que nasceu depois da amputação

Foi depois da cirurgia que surgiu uma nova pergunta para Áurea: como seria continuar fazendo as coisas de que gosta?

A resposta veio de uma ideia da própria menina.

Ela pensou em um primo que trabalha na construção de robôs e imaginou que talvez ele pudesse desenvolver uma prótese para ela.

Quando contou a ideia, recebeu uma resposta que não esperava.

Segundo Áurea, o primo se emocionou e decidiu aceitar o desafio.

“Áurea, não existe prótese para o seu caso. Só que agora vai ter.”

A proposta é desenvolver uma prótese robótica personalizada para a menina.

O equipamento poderá ajudá-la a recuperar parte da autonomia e realizar atividades cotidianas com mais independência.

Mas Áurea já enxerga algo maior nesse projeto.

Ela acredita que a prótese desenvolvida para ela poderá abrir caminho para outras crianças que também passaram por amputações e enfrentam dificuldades para encontrar equipamentos adequados.

Áurea quer que o projeto ajude outras crianças

A menina sabe que a prótese não será apenas sobre ela.

Em seu vídeo, Áurea pede que as pessoas acompanhem o projeto desenvolvido pelo primo porque acredita que o trabalho pode beneficiar outras crianças no futuro.

“Mas isso não vai ajudar só eu”, afirma.

A família criou a Vakinha justamente para tornar esse projeto possível.

A meta é arrecadar R$ 200 mil, valor estimado para a aquisição da prótese.

Até agora, a campanha já reúne aproximadamente R$ 121 mil.

Uma infância que Áurea quer continuar vivendo

A história de Áurea é marcada por decisões que nenhuma criança deveria precisar tomar.

Enquanto outras meninas de 8 anos descobrem novas brincadeiras, vão à escola e crescem ao lado dos irmãos, ela precisou aprender sobre biópsias, quimioterapia, cirurgias e tratamentos.

E, no meio de tudo isso, continua existindo uma menina.

Uma menina que tem uma irmã gêmea chamada Aylla, que tem sonhos e que agora quer descobrir como será sua vida com uma prótese.

Depois de tudo o que enfrentou, Áurea não está pedindo para voltar ao passado.

Ela quer seguir em frente.

E espera que uma prótese robótica possa ajudá-la a fazer aquilo que sempre deveria ter sido possível: viver a própria infância com mais autonomia, liberdade e esperança.

O nome talvez diga muito sobre a menina que existe por trás dessa história.

Áurea Bravo.

Aos 8 anos, ela já enfrentou um câncer raríssimo, passou por diferentes tratamentos e precisou amputar o braço para preservar a própria vida. Agora, sonha com uma prótese robótica para recuperar autonomia e continuar vivendo a infância ao lado da irmã gêmea, Aylla.

Porque, no caso de Áurea, Bravo não é apenas sobrenome. É quase uma descrição.

A campanha busca alcançar a meta de R$ 200 mil. Quem quiser ajudar pode contribuir com qualquer valor ou compartilhar a história para que ela chegue a mais pessoas.

Tags:
Compartilhe com seus amigos:
Posts relacionados: