
João Miguel nasceu com Síndrome de Down e foi diagnosticado com catarata congênita nos dois olhos; família precisa arrecadar recursos para cirurgia e estrutura de UTI
João Miguel tem apenas 3 meses de vida, mas já enfrenta uma corrida contra o tempo. O bebê nasceu com Síndrome de Down e foi diagnosticado com catarata congênita nos dois olhos, condição que exige tratamento cirúrgico para tentar preservar sua visão.
A família conta que João está sendo acompanhado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas a espera pelo procedimento pode fazer com que o quadro se agrave. Por isso, os pais buscam recursos para realizar a cirurgia de forma particular.
O procedimento foi orçado em aproximadamente R$ 37 mil. Além disso, por causa de uma cardiopatia congênita, João precisa de uma estrutura de UTI para realizar a cirurgia com segurança. A diária de uma UTI reservada pode chegar a R$ 21 mil, segundo a família.
Diante dos custos, uma campanha de arrecadação foi criada para ajudar os pais a viabilizar o tratamento.
Em um vídeo de divulgação da campanha, o pai de João é questionado sobre o que pediria a Deus naquele momento.
A resposta resume a preocupação da família:
“Eu pediria a visão do meu filho.”
João nasceu com catarata congênita, uma condição que afeta o cristalino dos olhos desde o nascimento. No caso do bebê, o diagnóstico envolve os dois olhos e exige uma intervenção dentro de uma janela considerada importante pelos médicos.
Segundo os pais, João tem até quatro meses de idade para realizar a cirurgia. Atualmente, ele está próximo de completar três meses.
A família teme que a espera pelo procedimento pelo SUS faça com que o problema avance enquanto o bebê aguarda atendimento.
O valor estimado da cirurgia é de aproximadamente R$ 37 mil.
De acordo com o relato da família, esse valor já foi alcançado por meio da mobilização de pessoas que se sensibilizaram com a história de João. O problema, porém, é que o bebê precisa de uma estrutura hospitalar específica para passar pelo procedimento.
Por causa da cardiopatia congênita, os médicos indicaram que João tenha acesso a uma UTI reservada e a uma UTI móvel durante o processo.
Segundo a família, somente a reserva da UTI pode custar R$ 21 mil por dia, e o valor final dependerá de quanto tempo o bebê precisará permanecer internado.
Ou seja, mesmo com o dinheiro necessário para a cirurgia já reunido, ainda existe uma despesa significativa para que o procedimento possa acontecer.
A catarata acontece quando o cristalino, estrutura responsável por ajudar na focalização das imagens, apresenta uma opacidade que prejudica a passagem da luz.
Quando está presente desde o nascimento, é chamada de catarata congênita. Em bebês, o acompanhamento e o tratamento são especialmente importantes porque a visão ainda está em desenvolvimento.
No caso de João, a condição foi identificada nos dois olhos, e a família busca realizar o procedimento dentro do período indicado pelos médicos para tentar preservar sua capacidade visual.
Além da catarata, o bebê também nasceu com Síndrome de Down e possui uma cardiopatia congênita, fator que aumenta a complexidade do atendimento necessário para a cirurgia.
Sensibilizado com a história do bebê, o influenciador Renato Júnior decidiu apadrinhar a campanha e mobilizar sua comunidade para ajudar a família.
No vídeo de divulgação, ele conversa com os pais sobre a situação de João e reforça a importância de ampliar o alcance da história.
“Vamos salvar esse bebê”, afirma Renato durante a divulgação, pedindo que as pessoas contribuam e compartilhem a campanha.
A família também mantém o perfil @renatojunioriat como um dos canais de divulgação da mobilização.
Para os pais, o objetivo agora é conseguir reunir os recursos necessários para que João possa passar pelo procedimento com a estrutura hospitalar indicada.
A cirurgia representa uma tentativa de preservar a visão do bebê, enquanto a presença da cardiopatia exige cuidados adicionais durante o atendimento.
A família pede contribuições de qualquer valor e também reforça a importância dos compartilhamentos.
A história de João ainda está no começo. Aos 3 meses, ele já enfrenta uma batalha que envolve cirurgia, internação e uma mobilização financeira que a família não teria condições de enfrentar sozinha.
Agora, os pais esperam que a solidariedade ajude a garantir que o pequeno João tenha acesso ao tratamento necessário e a oportunidade de continuar descobrindo o mundo ao seu redor.