Campanha Solidária leva esperança para crianças de todo o Brasil

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Campanha Solidária leva esperança para crianças de todo o Brasil

O ano de 2021 se encerrou com a notícia de que inúmeras famílias tiveram um final de ano mais feliz, graças à solidariedade.

Em Novembro, o Vakinha começou uma campanha que tinha como objetivo gerar esperança no coração de crianças que vivem em situação de vulnerabilidade social. O resultado foram milhares de pessoas envolvidas na missão de levar amor e alegria para quem mais precisa.

Quer saber mais? Vem conhecer a campanha “Vakinha de Natal” e veja como ela transformou a experiência de natal para crianças carentes em todo o Brasil. 

A Concepção da Campanha 

Com a pandemia, o percentual de brasileiros vivendo em situação de extrema pobreza aumentou substancialmente. Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social, 2021), são quase 28 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza no país.

Quando nos deparamos com o impacto desses dados na infância, o número é assustador. Além das barreiras criadas na educação, pesquisa realizada pela Fundação Abrinq mostrou que o número de crianças e adolescentes vivendo nessa realidade ultrapassa os 9 milhões.

Enquanto isso, milhares de famílias buscavam auxílio para obter itens básicos para o dia a dia em campanhas solidárias dentro do Vakinha e, ao mesmo tempo, outras milhares de pessoas se mobilizaram para ajudar. Segundo Tayane, funcionária do Vakinha, foi nesse momento em que se enxergou uma oportunidade de mudar essas realidades.

“A gente percebeu que, com o alcance que tínhamos como marca, seria possível levar esperança para essas crianças, não importa onde elas estivessem”, afirmou. Foi então que a empresa assumiu a missão de  mostrar que um futuro melhor pode ser alcançado por quem sonha.

Assim nasceu o Vakinha de Natal: uma campanha solidária que reuniu famílias, ONGs e crianças de todo o Brasil, com pessoas que estavam dispostas a fazer bem. 

FASE 1 - Fazendo pedido para o Papai Noel

Depois de conceber a campanha, em Novembro de 2021, teve início a primeira etapa desse projeto: captar o pedido de natal de crianças em todo o Brasil. O principal objetivo era entrar em contato com pais e responsáveis para cadastrar os pedidos e gravar um vídeo com cada uma das crianças fazendo seu pedido ao bom velhinho.

Para isso, a oportunidade de participar do projeto foi aberta para toda a comunidade do Vakinha, por meio das redes sociais e outros canais de comunicação. A equipe também fez contato direto com Instituições e Organizações Não Governamentais, que trabalham com famílias em estado de vulnerabilidade social, para se unirem ao projeto.

Em menos de um mês, foram mais de 7 mil pedidos cadastrados no site www.vakinhadenatal.com.br. O engajamento da rede foi imenso e, ao final do período, a campanha já estava repleta de sonhos apenas aguardando um coração caridoso para se tornar realidade.

Uma das ONGs participantes do Vakinha de Natal foi a AMAR - Aliança de Mães e Familias Raras, que tem sede na cidade de Recife, em Pernambuco. Segundo Pollyana Dias, fundadora da ONG, o momento de captação dos pedidos foi marcado por muita união. “Foi muito bacana, porque uma mãe ajudava a outra! Muitas não tinham computador em casa ou celular para fazer o vídeo. Então as mães que moravam perto ajudaram umas às outras a participar da campanha”, explicou.

Para Felipe Gervásio, presidente da ONG Deficiente Eficiente, a campanha possibilitou que a comunidade de voluntários da organização se mobilizassem para fazer uma grande ação de Natal. “Na hora de reunir os pedidos, nos organizamos para visitar as famílias mais necessitadas e ajudá-las com a gravação dos vídeos e realização dos cadastros”, explicou. 

FASE 2 - Em busca da realização de sonhos

Finalizada a captação de pedidos, teve início a segunda etapa do Vakinha de Natal, que consistia em captar recursos para atender os milhares de pedidos cadastrados na plataforma.

Segundo Tayane, nesse momento a equipe inteira se mobilizou para ver os pedidos sendo realizados. Além de entrar em contato com doadores frequentes da plataforma, a comunicação contou com uma série de conteúdos nas redes sociais, inserções  na imprensa, inclusive em canais de rádio, TV e portais de notícia, assim como o apoio de influenciadores digitais e personalidades famosas.

“As pessoas podiam doar o valor integral de um pedido, mas também poderiam doar parte dele. Por exemplo, com uma contribuição de apenas R$ 25 reais já era possível contribuir para realizar esses sonhos”, contou Tayane.

Os vídeos das crianças ficavam na plataforma até alcançarem a meta e as doações podiam ser feitas até o dia 25 de Dezembro, quando o natal é comemorado. Ao final do período, a campanha reuniu cerca de 7 mil doações que, juntas, somaram mais de 200 mil reais em realização de sonhos.

“Foi muito gratificante ver a felicidade das mães e dos pais que não tinham condições de atender aquele pedido que a criança tanto queria no Natal. Nós recebíamos diariamente vídeos das mães mostrando a felicidade estampada no rostinho dos pequenos”, afirmou Giovana, funcionária do Vakinha que atuou diretamente com pais e mães durante a campanha. Ela conta que era sempre uma grande emoção ler depoimentos e comentários das famílias que participaram da campanha agradecendo pela ajuda recebida. 

Uma lição para a vida toda!

Bicicletas, carrinhos, bonecas, roupas, sapatos, uma ceia de natal e, até mesmo, um celular para falar com o pai distante estavam entre os pedidos das crianças. Segundo Pollyana, da AMAR,  foi impossível não se emocionar ao ver os sonhos sendo realizados.

“É muita emoção em cada detalhe! A simplicidade deles em receber aquilo e entender que é um sonho sendo realizada é muito gratificante. Nesses momentos, a gente vê como todo esforço vale a pena”, disse emocionada.

Ao refletir sobre todo o impacto da iniciativa na vida das famílias, a voluntária conta como ter um sonho realizado é uma experiência transformadora. “Essas crianças tiveram a oportunidade de sonhar. Aprenderam que, independente de qual seja, elas não podem deixar seus sonhos morrerem”.

Segundo Felipe, da ONG Dificiente Eficiente, a experiência da campanha mostrou a empatia em sua essência. “Embora tão distantes, ficamos tão próximos ao receber amor de pessoas que nem conhecíamos. É a empatia em sua essência. Uma pessoa de São Paulo ajudando uma criança do agreste, que ela nunca viu”.

Para Tayane, a lição que fica depois de ver tanta solidariedade em ação é sobre gratidão. Ela conta como passou a estar muito mais grata com tudo o que tem após a experiência e ainda completou: “Eu vi que um gesto simples para mim,  pode fazer toda a diferença na vida de alguém que precisa”. 
 

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