
Celmar Aparecido da Silva viajou com a esposa até Portugal para acompanhar a chegada da neta, filha da filha que mora no país. A viagem terminou em 21 de outubro de 2026, quando ele morreu vítima de um infarto, aos 64 anos. Agora, a família tenta reunir recursos para levar o corpo de volta a Goiânia (GO), onde deseja realizar o velório. Para custear o traslado internacional, foi criada a Vakinha “Ajuda para trazer o Celmar para sua família”.
Celmar já enfrentava um período de luto: ele havia perdido recentemente um dos filhos. Mesmo assim, decidiu viajar com a esposa para estar perto da filha no nascimento da neta.
O texto da campanha descreve a ida a Portugal como “uma viagem de reencontro, amor e esperança”. O infarto transformou esse momento numa despedida inesperada, longe de casa e da maior parte da família.
O maior desejo dos familiares é que Celmar seja velado em Goiânia, junto das pessoas que conviveram com ele. Segundo a campanha, a família não tem condições financeiras de arcar com os custos do traslado internacional.
A Vakinha foi criada em 21 de outubro, no mesmo dia da morte, e é organizada por Paulo Vitor Pina Souza. A meta é de R$ 40 mil, valor destinado a custear o traslado do corpo de Portugal até Goiânia.
Na maioria dos casos, a própria família. O consulado brasileiro presta orientação e emite documentos como a certidão de óbito consular e a autorização para o traslado, mas a contratação da funerária e o transporte do corpo costumam ficar a cargo dos familiares, com custos que podem chegar a dezenas de milhares de reais.
Desde junho de 2025, um decreto federal permite que o Itamaraty pague o traslado em situações excepcionais. É preciso que a família comprove não ter recursos, que não haja seguro ou cobertura do empregador, que o caso tenha gerado comoção e que exista orçamento disponível. Fora dessas condições, a regra continua sendo o pagamento pela família. É por isso que muitas famílias recorrem à solidariedade para conseguir se despedir.
A campanha pede contribuições de qualquer valor. Quem não puder doar também ajuda ao compartilhar a história, ampliando o alcance da mobilização.
Para que Celmar possa ser levado de volta a Goiânia e receber o último adeus da família, contribua com a Vakinha de Celmar.