
Há situações em que uma doação de qualquer valor representa muito mais do que dinheiro. Pode significar devolver a alguém a possibilidade de levantar, se alimentar, beber água, ir ao banheiro ou simplesmente se deslocar pela rua ou pela própria casa sem depender da ajuda de outra pessoa.
É exatamente isso que uma família da comunidade do Aracá, em Imbituba, está pedindo à solidariedade dos moradores da cidade e de toda a região. Elisete Soares Padilha, esposa de Ariosvaldo de Souza, é uma pessoa com deficiência (PCD) e possui má formação nos membros, tanto nas pernas quanto nos braços. Ela não consegue caminhar e também não tem condições de movimentar sozinha uma cadeira de rodas convencional.
A cadeira de rodas elétrica e motorizada que utiliza é especial, com mecanismo de elevação para suas pernas, e custa em torno de R$ 18 mil. O equipamento foi conquistado pela família graças também à ajuda de amigos e se tornou fundamental para que Elisete, que é mãe de duas crianças e aposentada com salário mínimo, pudesse ter um pouco mais de independência em sua rotina.
O problema é que o equipamento sofreu graves avarias com as chuvas e já está inoperante há mais de 10 dias.
Amigos criam Vakinha Virtual para ajudar a família, saiba como doar
Com tudo isso, amigos da família criaram uma vaquinha pela internet no site Vakinha Virtual, com a meta de arrecadar R$ 5,5 mil, valor orçado na empresa autorizada pela marca do equipamento para realizar todos os consertos necessários na cadeira.
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O valor pode parecer alto para uma família que vive com poucos recursos, mas representa algo ainda maior para Elisete: a possibilidade de recuperar sua mobilidade e voltar a realizar atividades básicas sem precisar esperar a ajuda de alguém, como a de uma acompanhante paga com os poucos recursos da família para ficar com ela nos períodos em que os demais parentes não estão.
O esposo, muito benquisto na cidade onde é carinhosamente apelidado por “Gatanhão”, trabalha como servidor público na Prefeitura de Imbituba. Com uma renda limitada, precisa conciliar o trabalho com as responsabilidades da casa, enquanto os filhos também precisam de cuidados e frequentam a escola.
Dependência que desencadeou em depressão
Quando a cadeira elétrica funciona, Elisete consegue se locomover com muito mais autonomia. Sem ela, a situação muda completamente. Em alguns momentos, o esposo precisa sair para trabalhar, os filhos precisam ir à escola e Elisete fica com a acompanhante, mas sem ter condições de se deslocar por conta própria para realizar necessidades básicas.
Até mesmo buscar um copo de água, alimentar-se ou ir ao banheiro se transforma em um problema maior, já que irá necessitar de muita força para a condução sem a cadeira. É uma dependência que vai muito além da dificuldade física. Aos poucos, a falta de autonomia também começa a afetar emocionalmente Elisete e seus familiares.
A família relata que a situação já vem provocando um quadro de tristeza e depressão, diante da impotência de Elisete e dos próprios familiares em encontrar uma solução imediata para o problema.
R$ 5,5 mil podem mudar tudo e qualquer quantia possível já ajuda
A campanha tem uma meta de R$ 5,5 mil, quantia necessária para o reparo da cadeira de rodas elétrica.
Não é preciso fazer uma grande doação. Quando muitas pessoas contribuem com aquilo que podem, pequenos valores se transformam em uma grande corrente de solidariedade.
E, neste caso, o objetivo não é apenas consertar uma cadeira.
É devolver a Elisete a possibilidade de se movimentar dentro da própria casa. É permitir que ela tenha mais independência. É diminuir a angústia dela e de toda a família que precisa trabalhar, estudar e seguir sua rotina sabendo que, em casa, existe uma mãe acamada e deprimida com a situação de dependência total.
É também devolver um pouco de tranquilidade a todos.