Vamos levar Victor ao Chile? Intensivo Fisioterapia CME

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Victor completou 2 anos em 08/01, mas há pouco tempo conseguiu mostrar um pouco mais de si, o que foi alcançado arduamente através da reabilitação neurológica que estamos fazendo desde abril de 2016 no Chile. Ele é um menino alegre, esperto, cheio de personalidade... Victor é meu grande amor, que se desenvolve iluminado, verdadeiro guerreiro, que traz desde o início uma história de incansável luta pela vida. Sempre pedi a Deus um filho, um menino de preferência, e aos 30 anos engravidei, tive uma gravidez tranquila, mas ao completar 7 meses minha pressão subiu muito e o médico constatou que Victor estava entrando em sofrimento, tentamos levar mais adiante a gravidez com remédio para controlar mas não estava adiantando muito, até que chegou o momento em que ele não poderia mais sobreviver em meu útero. Victor chegou com apenas 30 semanas de gestação. Eu não pude ver meu filho ao nascer, nem escutei seu choro, apenas o medico me informando que ele tinha que ir urgente para a incubadora, mas mesmo assim tive esperança, esperança: era a certeza de que ele estava vivo. Nascia ali um prematuro extremo, com apenas 1.900g, apgar 3 e 4. Pouco havia de esperança de sobrevivência de um bebê naquelas condições mais eu sempre acreditei que ele iria resistir. Foram dias difíceis, mas que hoje conto com muito orgulho e dignidade. Ele permaneceu apenas 5 dias de CTI Neonatal. Devido a quantidade de leitos deram alta pra ele. Seguimos pra casa, eu então com uma felicidade imensa por ter nos meus braços tudo o que sempre sonhava, um filho. Quando Victor completou 6 meses percebi que ainda não executava algumas atividades para sua idade como o sentar e tinha o pescoço muito mole, foi quando procurei um Neuro Pediatra o qual no exame de ressonância constatamos umas manchas no cérebro. Todas as situações foram muito difíceis mais em especial uma lesão cerebral grave no qual era possível ver metade daquele pequeno cérebro se perdera. Foi a primeira vez que escutei a expressão Paralisia Cerebral e as imagens daquele cérebro com uma metade apagada me deu a dimensão do que estaria por vir. Percebi que aquele seria o começo de uma nova vida, mais o amor pelo Victor ia me manter forte para permanecer lutando. Sofri com a indicação necessária de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e a ideia cruel de que ele não era capaz de se desenvolver e se alimentar sozinho, ou seja, segundo os médicos ele iria vegetar. Certo dia, segui meu coração e resolvi buscar algo novo e pesquisei muito até chegar a um determinado método e profissional que me fez acreditar na reabilitação do Victor, mais me exigia não só vontade, mas muito investimento e disposição para uma rotina que hoje reflete conquistas imensas. Foi em Abril de 2014 que me vi com ele viajando para outro país para uma avaliação, contra a maioria de indicações, mas eu precisava ouvir aquela opinião. Aquele dia a vida do Victor passou a ser ainda melhor. Entrou em cena um fisioterapeuta que me mostrou uma vida absolutamente nova que seria a reabilitação do meu Victor. Uma reabilitação neurológica, que quando feita por profissionais especialmente creditados é grande aliada a neuro-plasticidade cerebral. Entrei para o CME e simplesmente acreditei. Dia 11/04/16 foi o dia de iniciar a tão sonhada reabilitação neurológica, o que foi muito além do que eu esperava, para chegarmos até Santiago no Chile contamos com a ajuda das pessoas pois o custo é muito alto e não tínhamos o valor necessário, foi ai que iniciamos a campanha “Vamos levar Victor ao Chile? Valeu o sacrifício de cada dia, cada investimento, cada ajuda. Passamos apenas 15 dias de terapias mas já pudemos perceber nitidamente os sinais da lesão. Todas as pessoas que conheceram Victor perceberam o avanço que a reabilitação neurologia trouxe, antes impensável. O terapeuta foi além de qualquer expectativa e a terapia além da capacidade física esperada, permite que a parte saudável do cérebro assuma as funções perdidas na lesão cerebral devastadora. Hoje Victor vem estabelecendo algumas conexões dadas como perdidas, demonstrando uma inesperada melhora no quadro motor e cognitivo, começou a sentar, está visivelmente colaborativo com o mundo que a rodeia. A reabilitação do Victor exigiu muito de nossa família e depois de 2 anos de luta passamos por mais uma prova, pois frente a este salto gritante teremos que ficar retornando a cada 5 meses, Ramon o fisioterapeuta foi claro ao indicar os retorno da reabilitação, em Santiago, Chile, por 2 semanas. Falamos em prova porque neste momento não temos recursos suficientes para custear essa reabilitação diante do fato que Victor tem pouco tempo até completar 4 anos de idade, onde cada dia significa estar longe de poder ficar em pé sozinha, até mesmo caminhar sem auxílio, o que daria independência para meu filho. Falo em um alto custo para quem vem de uma sequência de investimentos feitos seguramente, com muito planejamento. Com muita dor no coração digo que sozinha nossa família não tem como realizar isso agora, no tempo ideal. Aí nosso encontro novamente brutal com o tempo, pois falamos em um alto valor que engloba levar Victor novamente ao Chile de forma segura, incluindo o tratamento, passagens, hospedagem, alimentação, etc., tudo calculado em dólares, justamente quando a situação econômica de nosso país passa por esse momento difícil e nossa moeda perdeu muito de seu valor. Ainda assim, decidimos tentar, mesmo que isso signifique expor nosso mundo, mostrar nossa luta através dessa campanha. Essa é a segunda vez que pedimos ajuda e a primeira em nível nacional, mesmo sabendo que temos um longo caminho na luta pela sua reabilitação e manutenção do tratamento. A questão é que neste momento não podemos aceitar que a situação econômica seja a seleção na sua vida, que está no melhor momento para a neuro-plasticidade, pois ele está evoluindo bem e ainda não alcançou os 4 anos, ou seja, esses dois anos pode ser a diferença na vida do nosso príncipe. Estamos despidos de qualquer pudor em pedir, clamar, implorar se preciso for pela ajuda financeira que nos possibilite ir ao Chile em Outubro deste ano por 2 semanas, na esperança que esse tratamento pode significar até mesmo que ele tenha autonomia para andar, comer, desenvolver ainda mais seu potencial cognitivo. Essa poderia ser uma história de muita tristeza, mas resolvemos reescrever seu final, na certeza de que ir ao Chile faz parte dessa missão e que vamos conseguir chegar lá com a ajuda de pessoas que desejam o bem e podem colaborar com nossa luta e independente de como será, carregaremos no coração que nosso pedido é mais uma certeza de que fizemos o nosso melhor pelo Victor, mesmo quando isso fugiu financeiramente da nossa realidade. Nossa família confia que conseguiremos dar um passo rumo ao Chile novamente, porque existem pessoas que mesmo sem nos conhecer são capazes de identificar o amor e a luta que colocamos em nossa caminhada.
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