Sonho de uma Guerreira

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Sonho de uma Guerreira
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Olá, meu nome é Maria Aparecida, tenho 48 anos e atualmente estou morando no interior de Alagoas, venho através deste site contar minha história, não estou fazendo sensacionalismo a respeito de minha vida para chamar atenção, ou ganhar dinheiro de forma fácil, jamais faria isto, apenas para quem se sensibilizar ou se identificar possa me ajudar.

Passei minha infância onde estou atualmente, no interior de Alagoas, logo cedo comecei trabalhando com meus pais e irmãos na roça e ao mesmo tempo cozinhando para os trabalhadores e como meus pais eram rígidos a ponto de não me deixarem ir a escola tenho pouca instrução. Após o período de trabalho na roça, com 18 anos surgiu uma oportunidade de trabalho no interior de SP em um convento, comecei fazendo de tudo um pouco e logo passei a trabalhar na cozinha e fui ganhando gosto pela culinária e com isso adquiri muita experiência no convento. Após sair do convento voltei para minha terra natal onde conheci meu primeiro marido no qual tive meus três filhos. A partir deste momento meu sofrimento começou a piorar. Para poder sustentar minha família tive que voltar pra roça onde no intervalo fazia bico de diarista para poder complementar a renda, pois o dinheiro que ganhávamos na roça mal dava para sustentarmos.

Em um determinado momento me separei e fui morar com minha mãe e meus filhos, minha mãe passou a me ajudar cuidando dos meus filhos e assim fui trabalhar em diversos trabalhos. Após um tempo minha mãe adoeceu e tive que parar de trabalhar para cuidar dela que veio a falecer. Voltei para SP e minha irmã me alugou um quarto para que eu pudesse ficar e arrumar um trabalho. Neste período conheci meu atual marido e comecei a trabalhar como cozinheira em uma grande empresa enquanto meu marido trabalhava como jardineiro em uma chácara. Fui demitida em um corte de funcionários e meu marido ficou arcando com as despesas de tudo. Queria trazer meus filhos que tinham ficado com o pai, porém com minha situação não era possível. Então decidi voltar para AL e ficar perto dos meus filhos e tentar reconstruir uma nova vida, mas no interior as coisas são bem mais difíceis e fiquei neste bate e volta entre AL e SP a fim de poder dar um futuro melhor que o meu para meus filhos. Nestas idas e vindas somam-se sete vezes tentando juntar dinheiro para realizar meu sonho de arrumar a casa que minha mãe deixou pra eu cuidar e assim montar um negócio para mim, começando aos poucos com uma lanchonete, ou até mesmo um pequeno restaurante, pois onde estou a maior reclamação é que não tem um restaurante com comidas que agradam os clientes, e já trabalhei em uma churrascaria onde paravam os ônibus dos artistas pra fazerem alguma refeição e muitos já fizeram elogios as minhas comidas, assim como pessoas de minha cidade que já tiveram contato com comidas que faço. Assim com esses elogios sei que sou capaz e me encorajam ainda mais de abrir um negócio próprio e levar minha vida fazendo o que mais gosto, cozinhar.

Estávamos em SP, eu e meu marido conseguimos juntar um dinheiro já que trabalhamos um tempo, eu em uma chácara e ele em uma padaria e devido a crise fomos demitidos. Com o dinheiro que juntamos viemos para AL dispostos a arrumar a casa junto com o ponto comercial, porém a casa como era antiga estava muito deteriorada, pois estava praticamente abandonada já que ninguém cuidava. E com o dinheiro que juntamos deu apenas para reforçar as paredes e colocar o telhado e deixamos um espaço para o ponto comercial necessitando de acabamento. Ele voltou pra SP para trabalhar em outra padaria para assim ficar mandando dinheiro para aos poucos conseguirmos fazer o acabamento e comprar os equipamentos, já tentamos fazer empréstimos, porém o valor que disponibilizam devido ao nosso salário ter sido baixo não compensa pegar, pois não teríamos como ficar pagando as parcelas sem que tenhamos que tirar dos possíveis lucros que possamos ter e isso atrapalharia no andamento dos negócios. E tentamos pedir investimento aos empresários de nossa cidade, só que sempre tem coisas mais importantes para investirem. E vejo aqui nesta oportunidade nossa luz no fim do túnel. 

Desde já agradecemos a ajuda e compreensão. 

Ajudar ao próximo, certamente é um ato de amor, e solidariedade, que todas as pessoas deveriam adotar, pois a ajuda não dói, nem machuca, muito menos fere, de modo contrário, apenas engrandece os seres humanos que a praticam.” 

― Mestre Ariévlis

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