Sair da maternidade com meu filho(a) nos braços!!!

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👼Meus filhos já nasceram sabendo voar...👶👶👶👣👣👣 Josiane Júnia, tenho 30 anos e um grande sonho de ter um bebê vivo em meus braços! Tentei fazer um resumo das minhas perdas e a descoberta da Incompetência Istmo Cervical, a cerclagem mal sucedida. Tudo começou há dois anos,3 meses, 1 semana, 3 dias e 9 horas. Parece exagero contar o tempo assim, mas hoje eu aprendi a importância do tempo entre a vida e a morte. Minha primeira gestação foi muito desejada afinal sentimos a necessidade de preencher nossa casa com filhos afinal, ao longo de nove anos casados já estávamos mais ou menos estabilizado. Com isso resolvemos que era a hora de realizar meu sonho de ser mãe no auge das minhas 28 primaveras. Para nossa felicidade no mesmo mês da decisão, descobri que estava gravida de 5 semanas, dai esse bebezinho se tornou parte das nossas vidas, e o nosso amor maior, estava experimentando o que realmente é amar incondicionalmente, em cada ultrassom chegamos a nos pergunta como adiamos esse felicidade sem explicação por tanto tempo. A gestação correu normal, afinal somos um casal jovem eu com 28 primaveras e marido com 34, e nunca pensamos que pudesse haver algum problema comigo ou com o bebê, Todos os exames normais. A gestação estava seguindo o mais intenso possível, estava tendo tudo que uma gravida tem direito enjôos, espinhas na pele ,sangramento na gengiva , estrias e por ai vai... Então com 16 semanas e 4 dias fomos fazer um ultrassom para descobrir o sexo, e mesmo sendo a primeira gestação não tínhamos preferencia e descobrimos nosso pequeno príncipe BERNARDO, e graças a Deus estava tudo bem, o Bêh estava perfeito, comprimento e tamanho, órgãos tudo perfeitinho. Foi então que com 18 semanas e cinco dias as 22h41 do dia 09 de Dezembro de 2014, achei que algo estava errado, como sou professora de educação física, senti umas dores na lombar diferente e achei errado afinal tinha um tônus diferente, e foi ai que entrei em contato com nosso obstetra, ele me acalmou e disse ser normal afinal o útero estava crescendo. Mas ainda assim aquela dorzinha estava me incomodando. A pessoa mesmo com dor sentia fome, então jantamos e ao usar o banheiro, ouvir um estouro e ao me levantar começou a sair muita água de dentro de mim não sentia meu pequeno príncipe mexer, gritei o meu marido e corremos para o hospital, durante o trajeto entramos em contato com o GO o mesmo só disse que estávamos fazendo o certo que o bebê ia nascer, mas que era um bebê inviável. Entrei em pânico não sabia o que fazer, só gritava e pedia a Deus para olhar pelo nosso príncipe, chegamos ao hospital àquela correria, o plantonista fez toque e falou que eu já estava com seis dedos de dilatação, não sabia o que ele estava dizendo, mas chorei, pela expressão dele era algo muito grave, me levaram para o quarto e comecei a sentir algo saindo, ao chamar e enfermeira ela já chamou o médico, ali mesmo começou meu desespero, meu príncipe nasceu sem chorar, sem respirar... Ficamos olhando aquele corpinho já com 19 semaninhas recém completada, choramos um choro de desespero e sem saber o que aconteceu!!! No mesmo dia fui submetida a uma curetagem (na verdade eu nem sabia o que era só me deixei levar, afinal a tristeza, a dor já tinha tomado conta do meu corpo, da minha alma). Com muito custo o dia amanheceu, assim que o médico chegou o bombardeamos de perguntas, estava tudo bem a duas semanas antes do acontecimento. E só nos disseram que não poderíamos enterra-lo, por ser um aborto que o resto fetal (esse termo me paralisou, afinal estávamos falando do meu filho) e a placenta iriam para análise, para vê se descobria o motivo do meu príncipe ter partido daquela forma, que dali a vinte dias teria que retornar para me analisarem e já falariam o resultado da analise. E assim lentamente se passaram esses vinte dias e retornamos aquele mesmo lugar, não aguentei a dor e comecei a chorar como se estivesse revivendo um pesadelo do qual queria muito acordar, entramos na sala em silêncio a dor me paralisou então o GO só disse que estava tudo bem comigo e que a análise deu que o meu príncipe era perfeitooooooo...Então só sabia perguntar o porquê, ele apenas disse que foi uma fatalidade. Então perguntei e agora o que eu tenho que fazer, ele falou para aguarda três meses e engravidar novamente que iria ocorrer tudo bem, mas como sou medrosa e não gostaria de passar por aquilo novamente resolvemos que procuraríamos outro médico, afinal é um vazio no corpo, mas que dói na alma. Passado os 40 dias de resguardo procurei uma GO sendo indicação de uma amiga, bombardeie de perguntas e ela disse que não tinha como investigar, por ter sido a primeira gestação, mas que assim que eu engravidasse ela teria muito cuidado comigo, sai de lá confiante. Chegando em casa contei tudo para meu marido que na hora decidimos esperar 90 dias e tentar novamente, mas sabendo que o nosso príncipe nunca seria e nem vai ser substituído porque cada pessoa é única . E assim o tempo se encarregou de acalmar as coisas dentro do meu coração, assim como a medica orientou continuei com o acido fólico e quando fez dois meses ,decidimos que queríamos ter um bebê nos braços e que o Bêh seria nosso anjinho protetor. Então deixaríamos Deus agir e no tempo certo viria nossa segunda chance, novamente para nossa surpresa no mês que iniciamos o amor sem proteção, no mês seguinte já estava lá meu positivo, não aguentando de felicidade fui a uma loja comprei um sapatinho e escrevi uma carta para o marido como se fosse o bebê que estivesse avisando que logo, logo seriamos quatro (eu+marido+príncipe e a sementinha). Eu como sou muito dramática na primeira consulta já estava chorando com medo de algo dar errado, a nova obstetra super atenciosa foi me acalmando e passou todos os exames necessários para seguirmos adiante, chegando em casa mostrei nossa sementinha para o marido que não pode ir à consulta e já estava com seis semanas e um coração que batia lindamente forte. Assim seguiu a gestação, sabendo do meu medo a medica me passava ultrassom de 15 em 15 dias até passar a data da partida do meu príncipe. No ultrassom de 8 semanas tive um mega susto descolamento ovular de 40%, na mesma hora já veio o choro, então a GO me passou repouso de 15 dias e um remédio de 12h em 12h ultrogestan via vaginal, e assim fiz tudo certinho com supervisão do marido que estava fazendo tudo em casa, ainda não tinha informado no serviço, mas com o afastamento tive que contar, e fui super entendida afinal minha chefe já tinha passado por uma gestação bem difícil e super apoiou-me. Na próxima ultra já havia sumido com a permissão de Deus. A gestação seguia, depois desse susto sem mais nenhuma intercorrência, chegando nas 18 semanas, comecei a me sentir mais sensível devido à perda do príncipe e nessa nova gestação descobrimos que estávamos sendo agraciados por uma boneca nossa Bella (Isabella) não aguentei de felicidade, já imaginava eu arrumado ela com vestidinhos e tudo mais, seria bailarina como a mamãe. E papai já se preocupando com sua segurança, falou que agora teria que dá um jeito de comprar uma arma para nenhum garoto engraçadinho chegar perto de sua bonequinha (kkkkkkk), nessa descoberta já estava de 16 semaninhas e serelepe já estava sentindo seus chutinhos, como tudo ia bem a medica decidiu que não me veria mais de 15 em 15 dias e as consultas seriam mensais, fiquei preocupada porque achei muito tempo afinal estava feliz, mas também o medo me rodeava diariamente era uma guerra constante dentro de mim. Até que com 20 semanas e seis dias comecei a sentir uma pressão muito grande na parte debaixo da barriga e no serviço ao utilizar o banheiro fui me limpar e vi uma secreção diferente e com um pingo literalmente um pingo de sangue, mantive acalma e pensamento positivo afinal de contas na segunda-feira teria consulta, liguei para o marido, fomo direto para o hospital, chegando lá fui atendida e o plantonista passou ultrassom de emergência, subimos para o local do ultrassom e a ultrassonografista e o plantonista começarão a conversar dizendo que minha bolsa estava protusa, já olhando para o marido sem entender começamos a perguntar, então o GO do plantão falou “Quem é o seu obstetra? Vamos ligar para ela porque seu bebê está preste a nascer” Naquele momento meu mundo caiu, pois sabia que nossa bonequinha ainda estava muito pequena para conseguir ir para a incubadora, eu senti um arrepio no meu corpo inteiro ao ver ela se mexendo pelo ultrassom e enfiando as duas perninhas dentro da bolsa protusa. A medica chegou ao consultório não teve nenhum tato para falar que a situação era grave e que eu estava passando por um aborto tardio, devido a uma deficiência conhecida como IIC (Incompetência Istmo Cervical). Não fazíamos ideia dessa deficiência afinal meu colo a 3 semanas estava perfeito, então ela explicou que o aborto era inevitável, mas decide que não deixaria estourar a bolsa e deixaria a natureza agir normalmente, e assim fui internada com 4 cm de dilatação e colocaram apenas um buscopan para correr na minha veia. A noite pareceu mais longa do que realmente era, não conseguíamos pegar no sono, então exatamente as 07h35 na troca de plantão veio outro medico analisou minha parte intima e disse mamãe sua pequena vai nascer ela já está aqui embaixo, pedi para tocar ao colocar a ponta do dedo senti algo, então ele disse:- é o pezinho do seu bebê.Nem precisa falar, começamos a chorar ali mesmo. Dentro do C.O foi tudo muito rápido a bolsa estourou e em seguida já estava minha bonequinha lá e o marido então falou doutor ela está respirando, ele passou para a pediatra essa por sinal nem olhou para minha pequenina e disse para o marido que não era respiração e sim espasmo muscular, ao colocar o estetoscópio verificou que sim ela minha bonequinha estava respirando, em meio ao desespero perguntamos não vão leva-la para a incubadora?! A pediatra simplesmente disse que ela não tinha peso para ir para incubadora, marido ficou com a bonequinha e eu fui levada para uma sala, passar por uma curetagem, fui anestesiada e dormir. Acordei em um corredor e não podia levantar a cabeça, perguntei pelo meu marido e disseram que ele estava com o bebê não pude acreditar que ela estava ali morrendo como um peixinho porque não tinha 500gr, e passando algumas horas chega o marido com os olhos vermelhos e me relatando o que tinha ocorrido nossa pequena nasceu viva com 19 semanas, pesando 240gr e ficou viva por 4horas, meu coração ficou em pedaços de saber que ela morreu feito um peixinho fora d’água sem colocarem pelo menos um oxigênio para ela partir sem tanto sofrimento, nesse momento choramos e oramos por ela. Assim que uma medica passou por mim pedi para vê-la e ela a buscou, parecia uma bonequinha de tão pequena olhei cada detalhe de seu corpinho perfeito e só me restava à dor, e então ali choramos sem acreditar que mais uma vez nosso sonho partia de volta para o céu. Mas eu tinha uma certeza que compartilhei com ela segurando em sua mãozinha e disse para ela que a morte chega para todo mundo que o tempo dela foi curto ,mas o nosso amor por ela era imenso e que partisse sem revolta e que seu irmãozinho ficaria cuidando dela até podermos nos encontrar novamente ,demos um beijo nela e a levaram. Já no quarto fomos informados que ela não poderia ser considerada como um aborto e sim uma natimorto e que se quiséssemos poderíamos enterra-la, e assim no dia seguinte tive alta, marido correu atrás de tudo registramos ela, pegar aquela certidão com nomezinho dela foi ao mesmo tempo emocionante e triste porque em seguida tiramos a certidão de óbito. Fomos a funerária e resolvemos tudo de lá, partimos para o cemitério e a enterramos chorei copiosamente em quanto o marido carregava seu corpinho naquele caixãozinho. É cruel chegar a casa sendo uma mãe e pai recém-paridos sem nosso bebê nos braços, não consegui pensar em nada só sentia dor não física, mas sim na alma. Descobrimos na consulta de pós-parto que a causa das nossas perdas do Bernardo e da Isabella era devido a insuficiência istmo cervical e que numa próxima gestação teria que passar por uma cerclagem uterina, afinal, meu coração por mais espedaçado que tivesse eu sabia que teria que tentar de novo afinal só tinha experimentado o gostinho de ser mãe de barriga, e sabia que queria carregar meu bebe nos braços amamenta-lo e sentir seu cheiro, dormir na mesma cama nos três. Cada mês que passava sonhava e já imaginava meu filho nos braços, mas resolvemos segurar a ansiedade que iriamos esperar então a medica me passou anticoncepcional Yasmin, e assim fizemos, mas para nossa surpresa mesmo tomando anticoncepcionais, quatro meses depois estava grávida, entendemos como um milagre, uma benção de Deus depois de tanto sofrimento, tive certeza que dessa vez que não estaria só e sim preenchida, tinha dois anjinhos cuidando de nós e agora daquele novo irmãozinho(a). Na primeira consulta já marcamos a cirurgia, fiz a cerclagem Mcdonals com dois pontos ,não tive dor, sai no outro dia do hospital e o medico me passou o repouso absoluto mais os remédios dactil ob, ultrogestan ,buscopan e nada de relação sexual até o final da gestação . As semanas seguintes foram tranquilas só me levantava para ir ao banheiro, comia na cama e já estava me sentindo parte da mobília, para as pessoas que me conhece sabe o tanto que sou agitada, mas eu sabia que o repouso era fundamental para o sucesso da minha gestação ter um final feliz. Apesar de ficar em casa os dias estavam correndo, enfim chegou o dia descobrirmos o sexo do bebê no ultrassom do segundo trimestre estava mega feliz, já estava com 23 semanas que felicidade era uma novidade para nós ,no ultrassom conhecemos nossa Giovanna nosso milagre de Deus. Vimos cada partizinha dela e o choro foi inevitável, ela estava super ativa, parecia um peixinho de tanto que nadava pra lá e pra cá . O médico então falou que iria olhar o colo do meu útero, pelo ultra transvaginal como eu havia comentado com ele que tive que passar por uma cerclagem. Enquanto ele fazia o exame vi uma sombra em seu rosto, ele estava tenso perguntei se tinha algo errado ele simplesmente disse “Olha você tem que procurar seu médico porque a bolsa esta herniada” Na mesma hora ligamos para meu Obstetra que me mandou ir para o hospital que ele já estava indo, como os dois eram amigos meu ginecologista ligou direto para o médico do ultrassom, que contou tudo que estava acontecendo. Nesse momento senti meu corpo estremecer, mas sentia que a Giovanna era meu presente de Deus, tinha certeza que ela ficaria com a gente. Chegamos ao hospital fizeram os exames os primeiros exames com a plantonista pois o nosso médico estava para chegar e então descobrimos que meu colo do útero estava apagando, bolsa herniada e 2 cm de dilatação, eu não pude acreditar, afinal estava de repouso absoluto e cerclada , a plantonista disse que pela idade gestacional meu bebê, não era viável que se ela nascesse não investiriam nela. Não estava acreditando no que estava ouvindo, quem ela pensava, que era Deus? Afinal ela estava falando da minha filha, que já amávamos mais que tudo!!! Liguei aos prantos para meu médico, ele chegou em 5 minutos, depois de conversar com a plantonista, aquela mulher horrorosa, passou tudo pra ele, que mandou subirem comigo para a internação, não me iludiu foi bem franco que teríamos que segura-la pelos menos por cinco semanas para poder me dar o corticóide para o pulmãozinho dela, perguntei por que já não nos dava, afinal nesse curto espaço de tempo já tinha lido e visto vários vídeos de bebê que viveram sem nenhuma sequela, mas que o corticóide era fundamental, então chorei e mesmo assim o medico falou que não poderia passar antes porque não adiantaria. Minha gestação que já era de risco passou a ser de alto risco. E então tudo que sonhei, planejei chá de bebê, comprar enxoval etc. foi por agua abaixo, mas mesmo assim não me deixei cair, pois minha pequena precisava de mim mas do que nunca, ela já estava grande e pesava quase 600gr e eu sentia que ela era minha que íamos superar tudo isso e mesmo que ela nascesse iria para incubadora e viveria, pois eu estaria ao lado dela todos os dias. E começamos assim a jornada de internação, digo nós pois minha sogra ( bem dizer mãe), sobrinha e amiga, minha concunhada e marido estiveram o tempo todo ao nosso lado, as cunhadas que não puderam ficar comigo no hospital, mas sempre estavam presente cuidando da nossa casa, nos telefonemas, nos mimos e nas visitinhas me davam mais força e certeza que daria tudo certo e pude sentir que fazia parte daquela família além dessa vida . A primeira semana foi a mais assustadora, pois tive contração mesmo usando o remédio adalat, buscopan, não estavam adiantando até que o meu medico entrou com um remédio na bomba atosibana que só poderia usar por 2 x, e assim as contrações pararam com a Graça de Deus. Na terceira semana de internação durante o ultrassom a medica percebeu que eu estava com pouco liquido que provavelmente estava perdendo ao urinar, mas que estava tudo bem com a Gi, pesando 680g e 32 cm. Então ai começou mais uma jornada 8 litros de agua por dia, mais agua de coco e sucos natural de laranja sem açúcar. Orava 24 horas pedindo a Deus para que seu presente vivesse ao meu lado que eu iria cuidar e já amava muito e pedia a Giovanna para ficar quietinha no forninho, afinal o que me acalmava era sentir ela se mexer, quando o papai chegava então era festa. A internação estava bem calma, mesmo eu perdendo o acesso venoso quase todos os dias, não me levantava para nada. As enfermeiras sempre atenciosas e me davam maior força contando casos que deram certo chegaram a me falar que uma semana antes de mim uma moça teve sua filha que nasceu de 24 semanas pesando 550gr que recebeu alta depois de cento e poucos dias na UTI neonatal, mas que estava super bem, sem nenhuma sequela, essa história encheu meu coração de alegria, porque esperança eu já tinha. Os dias foram passando e a sensação de que tudo ia dá certo, mesmo sabendo que eu era uma bomba relógio e poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento, e os medicamentos estavam ajudando muito minha princesinha crescer e se desenvolver dentro do forninho. Sonhava com as 28 semanas para tomar o corticoide para o pulmãozinho dá Gi vim mais forte. Foi então que com 25 semanas e seis dias, na tarde do dia 26 de Março de 2016 comecei a sentir contrações, senti medo dela nascer, pedi ao medico de plantão para me aplicar corticoide e ele disse que não adiantaria chorei de desespero, mas estava confiante de que mesmo nascendo seria nosso milagre que eu sairia daquele hospital sabendo que ela estava bem assistida pelos médicos da neonatal. Marido então ligou para meu medico que pediu para me colocar na bomba, mas o trabalho de parto já estava ativo demais, e mesmo na bomba de atosibana as contrações vieram com mais força, eu tentava não fazer força para vê se conseguíamos pelo menos mais uma semaninha, mas a força da contração rasgou os pontos e as 17h34 nasceu minha Giovanna a pediatra perguntou para o medico plantonista se eu havia tomado a injeções para o pulmão ele disse que não porque o bebê era inviável, a pediatra simplesmente disse para ele que já viu muitos bebês mais novos e com menos peso que a Gi se salvarem, mas que sem as injeções era muito difícil, pois a Gi era prematura extrema de 25 semanas e seis dias e pesando 734g. Para o espanto do medico a Gi chorou assim que nasceu e nos choramos junto foi uma correria, mas via naquela pediatra uma esperança. Foi tudo muito rápido, mas consegui ficar ao ladinho dela, vendo-os mexer no corpinho dela, me doía bastante vendo tantas coisas furarem seu corpinho, preferia mil vezes que fosse ao meu corpo e não no dela. Marido ficou do lado dela o tempo todo e ao conversar com ela, ela mexia como se tivesse na barriga da mamãe, foi lindo vê aqueles dois ali juntinhos e só pude sentir gratidão de vê-la ali tão bem. Ainda no C.O fui submetida à curetagem pelo meu medico que havia chegado, assim que me colocaram no corredor ao ladinho da Gi fiquei ali admirando-a, ela era linda, cabeluda. Do céu fui ao inferno que de repente me tiraram de perto dela e pediram para tirar meu marido também ficamos ali esperando resposta. A pediatra chegou e falou que devida a prematuridade extrema a Gi teve uma parada cardíaca , chorei copiosamente, pois sabia das lesões que poderia causar, briguei comigo mesma por ter essa deficiência e fazer tantas pessoas sofrerem ,principalmente minha princesinha que estava ali já tão pequena lutando pela sua vida. Subimos para o quarto já em prantos, marido poderia ir lá vê-la a qualquer momento que quisesse e assim foi feito, ele ia lá vê-la e dizia que ela estava indo bem que a saturação estava melhorando. Já no quarto nos ligaram pedindo para descer que a Gi teve mais duas paradas e já não estava respondendo aos estímulos, em segundos só me lembro de estar lá embaixo em frente a incubadora na cadeira de rodas vendo nossa princesa partir só me lembrei de cantar para ela no meu colo” Voa minha ave voa, voa sem parar ,viaja, pra longe te encontrarei em algum lugar...Mas você partiu sem mim, mas sei que estás em algum jardim,entre as flores” .E pedi a seus irmãos para acolhe-la que mamãe e papai ainda vai abraça-los e beija-los e que eles sempre serão um pedaço nosso e que o amor será além da vida. O sentimento de impotência, a dor na alma era tudo surreal. No outro dia pela manhã recebi minha alta, Deixar aquele local foi doloroso afinal de contas ali eu criei a esperança de sair com minha princesa nos braços e saia deixando um pedaço de mim e do meu coração, deixando para trás todos meus sonhos. No dia seguinte o marido foi atrás das certidões de nascimento e de óbito para podermos sepultar nossa pequena, foi um sepultamento rápido e simples e onde pude vê nossa pequena pela ultima vez, ela estava linda e é essa lembrança que vou ter dela o resto da minha vida. Estamos vivendo um dia de cada vez, tentando tirar uma lição de todos esses anos de dor de perder um filho, afinal hoje somos uma BIG (BERNARDO, ISABELLA E GIOVANNA) família, nesse momento só podemos ter fé, e esperança. Com a alma um pouco mais organizada, decidimos juntamente com nosso médico investigar um pouco mais afundo, foram mais de quarenta exames ginecológicos e hematológicos...E para nossa surpresa descobrimos que tenho trombofilia hereditária, que se associa a minha IIC aumenta o riscos de abortos recorrentes...Não sabia se chorava ou ficava feliz ,afinal era mais uma descoberta...Mas ainda não me sentia preparada para a nova gestação... Marido e eu resolvemos procurar um segunda opinião, foi aí então que uma médica, depois de relatarmos o que havíamos passado, mas que mesmo diante de tudo ainda queríamos um quarto bebê ,e que com a bênção de Deus ele nos daria um filho lindo e saudável, mas ela simplesmente nos disse que tínhamos que pensar, afinal de contas não estávamos indo comprar um sorvete....Diante dessas palavras não pude acreditar no que ouvia, afinal de contas o que ela estava pensando???? Eu estava ali com todo um histórico e ela achando que eu queria o que!!! Desistir?!?, afinal esse sempre é o caminho mais fácil, mas nunca tive caminhos fáceis, o que sou hoje e graças a força é fé que tenho de continuar e a certeza de que a vida continua... Então saímos dali com a certeza de que Deus já tinha nos colocado no médico certo, que mesmo me acompanhando diante dessa dor nunca me fez desistir e com o coração cheio de amor Deus vai nos permitiu sonhar mais um sonho.

Hoje para realizar esse sonho, preciso fazer cerclagem definitiva com Dr. Ricardo Barin...Preço consulta 700,00...Preço cirurgia = ou - 13.000,00, Além de tratamento durante a gestação inteira com heparina sódica(essa já me informei que posso conseguir pelo governo).

Encerrada
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