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Ruína de Anjos

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A Outra Companhia de Teatro surgiu em 2004, no Teatro Vila Velha, em Salvador, uma casa de espetáculos com característica de abrigar grupos artísticos em processo de residência. Como residente deste espaço, a companhia teve a oportunidade de intercambiar com diversos grupos de várias linguagens, seja através de projetos específicos de trocas ou através da recepção de coletivos visitantes do teatro, incorporando a prática de intercâmbio à dinâmica do grupo em todas as esferas, desde trocas estéticas e políticas, até mecanismo de gestão. Desta maneira, ao longo de 12 anos de trajetória, A Outra desenvolveu atividades de intercâmbio e teve contato com grupos de todas as regiões do país, fazendo desta uma prática que perdura como característica do grupo mesmo após a saída do TVV, em 2013 quando se desvinculou do teatro e fundou uma sede, a Casa da Outra, no centro da capital baiana.

Envoltos neste contexto, A Outra Companhia de Teatro e os Clowns de Shakespeare tiveram o primeiro contato em 2007, através do projeto de intercâmbio com grupos teatrais nordestinos, Troca-Troca no Nordeste, proposto pelo grupo baiano. Surgiu então uma parceria alimentada através dos projetos Balaio Teatral (2008), Conexão Shakespeare Nordeste (2009), Mar Me Quer (2010), Outras Histórias (2011), Nova Cena Nordestina (2012), Troca-Troca no Nordeste – 2ª Edição (2013), construindo um ambiente de colaboração e afinidade artística.

Eis que deste contato surge agora o convite dos Clowns de Shakespeare para que A Outra Companhia de Teatro participe do festival O Mundo Inteiro é um Palco, a ser realizado entre 17 de 24 de setembro, na cidade de Natal (RN), apresentando o seu mais recente trabalho, o espetáculo Ruína de Anjos. Consolidado com um dos mais importantes festivais teatrais nordestinos, O Mundo Inteiro é um Palco, chega a sua quarta edição em 2016, com uma programação diversa, valorizando o teatro de grupo, e alinhado com as perspectivas do teatro contemporâneo, atento à rua e as possibilidades de ocupação do espaço urbano como ambiente cênico, conceitos presentes também no trabalho d’A Outra Companhia e no espetáculo Ruína de Anjos.

Tendo como temas centrais a invisibilidade humana e a violência urbana, o abandono do Centro Antigo das grandes cidades, e usando a itinerância como elemento fundamental, o espetáculo Ruína de Anjos, décima quarta montagem d’A Outra Companhia de Teatro, estreou em setembro de 2015. Já na sua primeira temporada participou dos dois mais importantes festivais de artes cênicas da Bahia: o FILTE Bahia (Festival Latino Americano de Teatro) e o FIAC Bahia (Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia); além de ter sido indicado ao Prêmio Braskem de Teatro na Categoria Especial.

Borrando a fronteira tênue entre realidade e ficção, o Ruína dos Anjos tem como mote a reabertura de um cinema abandonado (fenômeno comum nas grandes cidades) e a esperança de renovação que ela traz para aquele lugar, que no passado viu um apogeu, hoje vivencia um abandono. Tal qual a vida daqueles personagens, que perderam a luz que um dia tiveram e encontram-se invisibilizados. A degradação espacial como também um reflexo da degradação humana. Assim, a montagem não altera a dinâmica das ruas do Politeama para realizar as apresentações, sem alterar o trânsito, tampouco recorrer a uma iluminação diferenciada ou um figurino grandioso.

A transposição dessa realidade presente no centro da metrópole baiana para o contexto potiguar é um dos desafios da participação do espetáculo no festival O Mundo Inteiro é um Palco. Como adaptar uma obra concebida num contexto específico, que utiliza-se das ruas como cenário, de locais emblemáticos como o viaduto do Politeama, o shopping Orixás Center e a  Av. Sete de Setembro, trechos que servem de cenário para a peça para outra realidade?

Para resolver essa equação, nada melhor do que a participação do espetáculo num festival com essa natureza, organizado e idealizado por um grupo de teatro, parceiro, com uma trajetória de trabalho continuado e com um histórico de relação de trocas e intercâmbios. Para tanto, A Outra Companhia propõe uma vivência de uma semana em Natal para esse processo de adaptação, duas apresentações do espetáculo, e no retorno uma rápida oficina de dois dias, abordando o método de itinerância teatral utilizado para concepção da obra.
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