RESGATADOS DO SITIO DA MORTE

ID da vaquinha: 3248
RESGATADOS DO SITIO DA MORTE
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Laudo Veterinário do Dia do Resgate - Sitio do Franklin situado em Duque de Caxias/RJ Laudo Médico Veterinário No dia 27 de Fevereiro de 2015, fui solicitado por policiais do DPMA-RJ e um grupo de pessoas com interesse em comum em ajudar cães errantes, comumente denominados “protetores”; para uma visita técnica a uma propriedade localizada no endereço, Rua: 22, Lote: 16, Bairro: Capivari, Município: Duque de Caxias – RJ, com a finalidade de avaliar uma denúncia sobre possíveis maus tratos sofridos por animais domésticos. Na propriedade, de aproximadamente 100.000 m², foram encontrados animais de diversos gêneros e espécies, e de origens de captação desconhecidas; entre eles caninos, felinos, equinos, bovinos, suínos, caprinos, primatas, anfíbios e aves; porém a grande maioria da população era de caninos e felinos. Não foi possível fazer uma contagem exata desses animais; pois além da quantidade expressiva, muitos tinham um temperamento extremamente agressivo e ainda havia o risco de contaminação das pessoas envolvidas na operação; Pude estimar 800 caninos, 200 felinos, 50 galináceos, 20 periquitos, 5 equinos, 2 caprinos, 5 suínos, 6 macacos e 10 jabutis; de sexo, idade, raças e coloração variadas; quando solicitado não foi apresentado nenhum responsável veterinário para com a propriedade. Nas instalações , foram identificadas superpopulações de animais aliado a falta de higiene, situações que geram presença de fezes e urina acumuladas; presença em excesso de baratas, ratos, carrapatos, pulgas, piolhos, pombos, moscas e suas larvas, mosquitos, vermes, fungos e leveduras. Muitos dos canis e gatis não possuíam um aporte de luz solar e ventilação adequados, gerando um odor pútrido até mesmo a uma considerável distância. A falta de manutenção com as estruturas de alvenaria era outro problema que agravava a situação, como falta de tela, canos de escoamentos quebrados, falta de comedouros e bebedouros adequados, paredes quebradas, grades enferrujadas e quebradas, telhas quebradas. Quanto ao estado físico desses animais, não foram apresentados, a mim, quando solicitados, nenhum documento relativo ao acompanhamento dos mesmos, tais como atestados de vacinação, acompanhamento nutricional, atendimentos clínicos, exames, etc. Todos os animais, sem exceções, estavam debilitados em diferentes níveis. Havia muitos indícios de algumas doenças infectocontagiosas como nos caninos; cinomose, verminoses, parvovirose, sarna sarcóptica, coronavirose e leptospirose; e nos felinos; rinotraqueite, fiv, felv, esporotricose e verminoses; situações que exigem isolamento e quarentena para tratamento. Na verdade não havia indícios de tratamento médico veterinário. Essa situação, além de descaso, crueldade falta de zelo e total desumanidade, é um risco muito grande quando falamos em saúde pública, pois diversas das doenças citadas são zoonoses (inclusive tivemos um acidente com um gato que arranhou uma das voluntárias, na região abdominal, quando a mesma ajudava na captura de alguns felinos para retirada e tratamento do mesmo, e esse animal estava com uma forte suspeita de esporotricose); Também há uma preocupação quanto ao risco ambiental, tendo em vista que nada era feito no controle dos dejetos desses animais, além de um acúmulo consideravelmente grande de animais de diferentes espécies sem os devidos cuidados relacionados a manejo dos mesmos. Nessa mesma propriedade, também pude observar diversos indícios de um crematório clandestino, com requintes de crueldades para com os animais e danos ao meio ambiente e a saúde pública. Uma evidência bem explicita era a quantidade de esqueletos, ossadas, carcaças, vísceras, peles e dentes espalhados por toda a propriedade e nos seus arredores externos (na tentativa de ocultação das evidencias, mostrando assim a ciência dos responsáveis sobre as situações errôneas), em outra tentativa em camuflarem a situação, os responsáveis por tudo isso fizeram queimadas de pneus de caminhões (prejudicando mais ainda o meio ambiente) sobre os fornos de cremação, porém sem sucesso. Outra situação presenciada, era a quantidade exarcebada de urubus e roedores na propriedade e seus arredores, mostrando o descarte errôneo dos restos mortais dos animais lá encontrados, pois se fossem cremados corretamente sobrariam apenas suas cinzas. Na propriedade também havia evidências claras de maus tratos aos animais relacionados com sacrifícios dos mesmos (felinos, caninos, caprinos e galináceos) com finalidades religiosas. Diante de todas as situações descritas, aliadas as imagens (de fonte própria e na mesma data da averiguação técnica), ficam facilmente comprovadas (até mesmo uma pessoa leiga identificariam essas situações sem muito esforço) as situações de maus tratos aos animais (com requintes de crueldades), depreciação ao meio ambiente e periculosidade a saúde pública. Fixando bem que ainda houve a tentativa de ocultação de evidencias, antes do dia da averiguação, que se não feitas, agravaria ainda mais a situação encontrada. Duque de Caxias, 30 de Março de 2015. Dr. Renann Zanco Carius Médico Veterinário CRMV-RJ: 12534
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