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Vakinha de
Quilombo Lemos
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Quilombo Lemos

Objetivo
R$ 7.000,00
Arrecadado
R$ 4.365,00
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O Quilombo da Família Lemos é o sétimo quilombo autorreconhecido de POA-RS. Está com uma ordem de despejo em curso, ou seja, uma família de 60 pessoas que habita este território na Av. Padre Cacique desde os anos 1960 pode ser despejada a qualquer momento. A vakinha vem para ajudar a comunidade nas despesas da resistência.

Criada em
30/10/2018
Encerra em
20/11/2018

Criamos a vakinha para ajudar em despesas gerais da família e na organização dos eventos culturais. Mas, junto a isso, tivemos uma tentativa de reintegração de posse e nossa necessidade mudou. Temos muitas pessoas ajudando na resistência e a demanda de mantimentos e despesas gerais aumentou bastante. Por isso, aumentamos a meta e o prazo da vakinha. Aceitamos também doações de alimentos, produtos de higiene, etc.

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SOMOS QUILOMBO LEMOS!

O Quilombo Lemos é o sétimo Quilombo Urbano de Porto Alegre. Localizado nos fundos da Av. Padre Cacique, nº 1250, lá se assentaram, no início da Década de 1960, o casal Jorge Alberto Rocha de Lemos e Delzia Gonçalves de Lemos, em razão da proximidade com seu local de trabalho: o Asilo Padre Cacique. Com profunda relação - em especial pelo tronco matriarcal - com a Comunidade Quilombola do Maçambique, no Município de Canguçu, esses descendentes diretos de escravizados, em área verde, que se mantém até hoje, criaram roças, constituíram família, construíram casas, formaram raízes e estabeleceram profundas relações com a comunidade negra de Porto Alegre. Com o passar do tempo e com a morte dos mais velhos, a família se aglutinou num processo de constante desterritorialização e reterritorialização em decorrência do racismo recorrente.

Hoje, o Quilombo conta com aproximadamente 60 pessoas, em sua grande maioria crianças. Pessoas de várias gerações que testemunharam a construção da FEBEm - hoje FASE-, do aterro da Praia de Belas e do próprio Estádio Beira-Rio. Trabalhando para o Asilo, o casal atuava nas mais diversas funções, as quais variavam desde a alimentação e cuidados com os idosos até a manutenção e obras no prédio do Asilo, arquitetura histórica, construída por mãos escravizadas e concluída no ano de 1872.

Tendo em conta a extrema valorização da área e atendendo aos interesses de corporações imobiliárias, que se encontram por trás do Conselho Diretor do Asilo, esse, agora, após a morte de Jorge e Delzia, e passados quase um século de prestação de serviços remunerados e não remunerados pela família, se arvora em expulsar os quilombolas do seu território.

Na iminência de um despejo através de Ação de Reintegração de Posse que tramita na 17ª Vara Cível de Porto Alegre, a Família Quilombola resiste! E não abrirá mão do direito à sua existência e de seus filhos e netos!

Somos Quilombo Lemos!

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Quem ajudou (84)

  • Deise Nunes
    em 13 de Novembro de 2018 diz: #ninguemsoltaamaodeninguem

  • Bibiana Nodari Borges
    em 12 de Novembro de 2018

  • anônimo
    em 12 de Novembro de 2018

  • isadora batistella machado
    em 11 de Novembro de 2018

  • Iliriana Rodrigues
    em 11 de Novembro de 2018

  • anônimo
    em 10 de Novembro de 2018

  • anônimo
    em 10 de Novembro de 2018

  • anônimo
    em 09 de Novembro de 2018

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