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Oi gente, meu nome é Ariane Luisa, tenho 22 anos, estou no último ano da faculdade de Direito, e no momento faço estágio na área junto à Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Quero contar pra vocês um pouco da minha história antes de mais nada. Meus pais se separaram quando eu tinha 09 anos, minha mãe me criou com todo seu amor, força e dignidade, com o apoio dos meus avós, principalmente do meu avô, que fez as vezes de pai até o momento em que veio a falecer. Minha mãe, eterna companheira de vida, teve condições de me proporcionar uma excelente base de educação, sendo a principal responsável pela formação do meu caráter, dos meus princípios, do que me tornei e ainda serei. Claro que como toda a mãe que cria praticamente sozinha seu filho, suportamos as mais diversas dificuldades, como escolher se comprávamos comida ou guardávamos dinheiro para a condução. Perdi a conta de quantas vezes minha mãe deixou de comer para sobrar carne da mistura para o dia seguinte, enfim. Sendo sempre aquela fortaleza e ao mesmo tempo poço de amor sem fim, apesar das dificuldades que apareciam, minha mãe sempre dizia que nada é por acaso, e absolutamente tudo em nossas vidas tinha um propósito de aprendizado. Aos poucos fomos vencendo os obstáculos, um de cada vez, e em meio a tudo isso, aprendi com meus familiares, amigos e minha mãe, claro, a importância da caridade, de ajudar alguém sempre que podemos, com o que podemos, e que o amor é o que se tem de mais forte no mundo, que o amor pode sim melhorar o mundo (o nosso mundo). Com muito esforço e sacrifícios consegui fazer um curso superior, e devo terminá-lo em breve, iniciando uma vida profissional com muitos planos e sonhos que serão, com certeza, realizados. Dentro desses planos e sonhos se encontram alguns projetos sociais, pois acredito que toda e qualquer pessoa merece o mínimo de dignidade e respeito e, às vezes falta uma oportunidade, um conselho, uma palavra amiga, alguém que estenda e mão e diga o quanto vale a pena lutar por aquilo que queremos. Acredito que realmente falta amor no mundo. Hoje posso dizer que realizo um trabalho social bem autônomo. Com a faculdade (aquela correria de último ano) e o estágio, escolhi não me comprometer com algumas instituições, para não correr o risco de assumir determinados compromissos e desonrá-los. Como trabalho próximo à praça da Sé e estudo próximo à estação de metrô Liberdade, vivo pelo centro de São Paulo e, como alguns sabem, o que não falta por aqui são pessoas em situação de rua, de extrema vulnerabilidade. Assim, conforme vou tendo a oportunidade, auxilio aqueles que necessitam, com um prato de comida, com uma água, um leite, um remédio, fraldas, enfim, com aquilo que a pessoa precisa e está ao meu alcance. Sei que pode não ser o mais indicado, tampouco o mais eficaz, mas é aquilo que está ao meu alcance no momento. Sei também que não posso mudar o mundo, mas para algumas pessoas posso torná-lo menos doloroso, posso proporcionar um dia sem fome, um dia sem dores, um dia sem desespero. Por ser um serviço peculiarmente autônomo, nunca pensei em pedir ajuda. Entretanto, não estou mais dando conta de financiá-lo sozinha, até porque a bolsa-auxílio do estágio que realizo é relativamente baixa, fora as despesas inevitáveis com a faculdade. Hoje (06.07.16), indo para o prédio que trabalho, encontrei um senhor pedindo ajuda, não para ele que estava faminto, mas para o filho, com uma lata de leite e fralda, porque a criança estava sem comer há dias. Ele me acompanhou até a farmácia e mercado mais próximos e ajudei como pude, com uma lata de leite e um pacote de fraldas, e duas coisas que ele me disse me fizeram vir aqui pedir ajuda. Uma delas foi “moça, é tão difícil pedir ajuda, a gente abre mão do nosso orgulho e a maioria das pessoas fingem que não existimos, tentei me matar esses dias, mas não consegui, assim fica difícil a gente seguir pelo certo sabe?”. A outra foi “moça, você me assustou quando você parou e veio conversar comigo, não estou acostumado com pessoas boas, foi Deus quem me ouviu. Eu até te pediria um abraço, mas eu ‘tô’ sujo, não ‘tô’ podendo tomar banho, não quero sujar você.”. Obviamente o abracei e apertei sua mão, e disse que o que realmente importa é o que temos por dentro, e que não é fácil, mas que ele deveria ser forte, por ele e pelo filho. Depois desse episódio percebi que quero fazer mais, ajudar mais as pessoas que estão ao meu alcance, mesmo que dessa forma autônoma, e para isso preciso de ajuda. Abri essa vaquinha para que pessoas que acreditam no poder do amor e na força do bem possam me auxiliar da forma que acharem melhor, pois podemos sim tornar o nosso mundo um lugar melhor, basta querermos, e sempre acreditando que a caridade é o amor em movimento.
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