PROJETO MAIS FORMAÇÃO, MAIS CIDADANIA: POR UMA CULTURA DE DIREITOS HUMANOS NA CIDADE DE RIO BRANCO - ACRE

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Embora historicamente nova, a Educação em Direitos Humanos no Brasil já tem um caminho percorrido e experiência acumulada. Duas realidades separam o contexto histórico de seu início, nos anos 80, do momento atual. A primeira sistematização de uma Educação em Direitos Humanos ocorreu em sintonia com as lutas de resistência ao período de ditadura vivenciado pelo país (1964-1985). Neste período, que entra pela década a de 90, a Educação em Direitos Humanos privilegiou naturalmente o fortalecimento dos processos de transição democrática, promovendo temas como: democracia, liberdade, cidadania, diversidade..., enfim, os direitos políticos e civis, conhecidos como os direitos de 1ª geração. Hoje, inseridos em uma nova realidade, nota-se que a reconquista do Estado de Direito deu-se por meio de regimes neoliberais que garantem institucionalmente as liberdades fundamentais, porém mantêm e até mesmo aprofundam as desigualdades e as exclusões sociais. No Brasil esta realidade é mais latente nas Regiões mais pobres e distantes dos grandes centros econômicos, como é o caso do Estado do Acre , onde uma parte da sua população ainda convive com a pobreza, sobretudo nos Municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ou nos bairros periféricos da sua Capital, a Cidade de Rio Branco . Essas pessoas, na maioria das vezes, são excluídas do acesso à alimentação saudável, ao saneamento básico, à educação de qualidade, aos serviços de saúde, à moradia, ao lazer, a cultura e ao trabalho dignamente remunerado. Além disso, são as principais vítimas das violências, das drogas, das injustiças e das ações políticas descompromissadas com a verdadeira transformação social. Desse modo, a desigualdade sócio-econômica constitui na atualidade o grande obstáculo para a realização dos Direitos Humanos no Brasil e no Acre. No plano das mentalidades temos uma cultura marcada pelo poder personalista e pelo favoritismo e uma sociedade que banaliza a condição humana, cultua a violência que é cotidianamente naturalizada pela mídia que a reforça, através de informações do senso comum, trazendo com isto enormes prejuízos para toda uma população que não se aprofunda em nenhuma discussão e acaba absorvendo o que esse mecanismo de longo alcance divulga e propaga. Outrossim, deve-se acrescentar a discriminação, o preconceito e a violência contra a mulher, a criança, o homossexual, o negro, o índio e o pobre são heranças da cultura autoritária e patriarcal histórica que ainda perpetuam. E mais: com a globalização neoliberal acentuou-se, como em todo o mundo, o individualismo, o consumismo e a indiferença. Assim, o grande desafio da educação em Direitos Humanos no século XXI para o Estado do Acre e para o País em geral é contribuir para a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana por meio da transformação das estruturas sócio-econômicas que geram desigualdades, exclusão e as diversas formas de violência. É fundamental educar na tolerância, na valorização da dignidade da pessoa e nos princípios democráticos; construir uma nova cultura que tenha como centro o ser humano. Este é um desafio no qual a contribuição dos educadores em Direitos Humanos é inestimável. Por isso sua própria formação deve, desde o princípio, corresponder a estes valores que se pretende socializar. Igualmente, é preciso não perder a perspectiva da coerência entre o discurso e as atitudes tomadas no dia-a-dia. O horizonte será sempre o mesmo: o respeito ao ser humano e a sua dignidade. Mas a construção desse horizonte depende do grau de envolvimento e disposição que pode haver em cada um. Oportunizar, a formação/capacitação de educadores em Direitos Humanos, em consonância com os valores que lhe são intrínsecos e desde uma abordagem interdisciplinar e multidimensional, é, na atualidade, um passo importante na construção de uma cultura de direitos humanos. É neste sentido que esse Projeto pretende atuar favorecendo a formação de jovens estudantes da rede pública de ensino, profissionais (educadores, gestores e técnicos) da Rede Estadual de Educação Básica e das Secretarias Estaduais de Direitos Humanos, de Segurança Pública, de Assistência Social (...); Membros do Ministério Público e do Poder Judiciário; Lideranças que atuam na defesa dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, dos Idosos, das Pessoas com Deficiências, do Meio Ambiente, da Política Antidrogas (...) ou que estão engajadas dentro dos Movimentos Sociais e Comunitários, das Igrejas e das Organizações Não-Governamentais, visando, com isso, promover uma nova mentalidade em e para os Direitos Humanos. Por fim, enfatiza-se que habilitar os participantes em cursos de formação/capacitação significa também incentivá-los para a realização de estudos, reflexões, pesquisas, propostas de trabalho e intervenções, bem como a produção de conhecimento nas diversas áreas abrangidas pelos Direitos Humanos, aprofundando seus conhecimentos teóricos e metodológicos de modo a possibilitar a vinculação da teoria com a prática educativa e cotidiana. Desse modo o Projeto estará colaborando para a criação e sustentação de condições para a construção e o desenvolvimento de uma Cultura de Direitos Humanos no Estado do Acre e com a edificação de uma sociedade mais justa, humana e fraterna para todos, sobretudo para aqueles que ainda têm os seus direitos fundamentais negados.
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