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Ocupa Colaborativa

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O coletivo Casa Colaborativa comunica que iniciou uma ocupação cultural em um galpão localizado na esquina da Avenida Aristeu Dagnoni com a Rua XV de Novembro, na região da Vila Argos, em Jundiaí, São Paulo. O espaço, sem uso e função social há mais de 16 anos, foi ocupado na noite da última sexta-feira, dia 6 de maio de 2016. * * * Lista de materiais e equipamentos necessários: - Fios, lâmpadas, soquetes e outros materiais elétricos - Canos, conexões, fitas e outros materiais hidráulicos - Tintas de parede e chão - Cimento, pisos/azulejos e rejunte - Telhas onduladas tipo ‘brasilite’ e transparente (305x110cm) - Portas e maçanetas - Caixa d’água (para a cisterna) - Extintores (água e pó químico) * * * As possibilidades de ressignificação das cidades estão chamando a atenção de gestores públicos em todo o mundo. Promovidas por coletivos artísticos e culturais, essas ocupações vêm permitindo novos diálogos entre a população e os produtores e artistas dessas regiões. No Brasil, cidades como Recife (PE), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Perus (SP) já registram ocupações culturais, assim como a região central do município de São Paulo, que reúne número expressivo de iniciativas do gênero. Essas ocupações têm em comum o constante enfrentamento da especulação imobiliária, geralmente expressa em pedidos de desocupação e aumento exorbitante dos aluguéis. Nas periferias e cidades do interior, ainda que ameaçadas pela burocracia dos poderes públicos e interesses de caciques políticos, essas movimentações estão transformando acesso às produções culturais locais. Surgida em 2013, a Casa Colaborativa é um coletivo sem fins lucrativos de gestão cultural e mobilização social. Desde então, desenvolvemos nossas atividades em espaços alugados, buscando por ferramentas e processos que permitam a autogestão e a sustentabilidade econômica do projeto. Também atuamos em prol da construção coletiva de ações e políticas públicas que promovam a democratização cultural, o fomento à produção local e o estímulo às economias compartilhadas e às novas ferramentas de gestão cultural, além da produção cultural direta, através da realização de eventos com as mais diversas linguagens artísticas Nosso coletivo é formado por profissionais das áreas de produção cultural, comunicação, educação, marcenaria, moda, música, teatro, artes visuais, dança e áreas correlatas, além de cidadãos interessados nas questões culturais, sociais e políticas. Nos organizamos de maneira horizontal, sempre entendendo cada membro como responsável por propor ideias, discutir ações e viabilizar resultados. Também compartilhamos espaço e ferramentas com outros grupos e coletivos, estimulando assim diferentes frentes de articulação, o protagonismo coletivo e a valorização das individualidades. Em março de 2016, depois um período de quatro meses sem promover atividades ao público, recebemos a notícia de que seríamos despejados após um ano e três meses instalados e produzindo na Rua Prudente de Moraes. A quebra contratual foi dita como desinteresse dos proprietários em dar continuidade à locação. Posteriormente, também foi confirmada a mobilização de frequentadores do circuito ‘Rua das Artes’ pela remoção: éramos ‘diferenciados’ demais. A partir destes acontecimentos, iniciamos um período de pesquisa e planejamento para os próximos passos do coletivo. A decisão unânime por uma ocupação cultural envolveu, posteriormente, um levantamento de dados e uma série de estudos jurídicos, logísticos, de impacto social e de campo. Localizada entre grandes centros urbanos – facilitando assim o fluxo de informações, produtos e serviços –, Jundiaí enfrenta forte crescimento populacional desde os anos 1990. O fenômeno contribuiu diretamente com a ressignificação das relações entre as pessoas e a cidade. Através de esforços autônomos e coletivos de diferentes esferas, novas identidades vêm sendo construídas e já refletem reações positivas da população. No contexto cultural, as transformações se deram na forma de leis, ações coletivas e programas de fomento à produção local. Durante o último trimestre de 2015 foram aprovadas as leis nº 8.507, que criou a Contribuição Voluntária da Cultura, e a nº 11.877, garantindo a livre expressão artística em locais públicos, além da realização da primeira Virada Coletiva, uma ação proposta e operacionalizada pelos coletivos culturais e apoiada pela gestão pública. Paralelamente, as discussões acerca do novo Plano Diretor, que espera aprovação na Câmara Municipal, trazem a cultura e as economias criativas entre os principais eixos de desenvolvimento da cidade. A partir deste cenário, o coletivo Casa Colaborativa afirma a necessidade de promover uma ocupação cultural em Jundiaí. Entendemos esta ocupação também como um ato político organizado pela sociedade civil e reafirmamos que o aluguel não é uma forma segura de sobrevivência para as iniciativas artísticas e culturais. Vemos este processo ainda como mais um estágio de evolução ao que nos propusemos em 2013. Por fim, enfatizamos, sobretudo, a proposta de um espaço livre e autogestionado de criação artística, produção cultural e educação social, promovendo assim o compartilhamento de conhecimentos e ferramentas e a viabilização do empreendedorismo cultural e criativo em nossa cidade.
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