NOITES ÁRABES - PRIMEIRA PEÇA DO VILA 8

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O projeto tem como propósito a montagem e estreia do espetáculo teatral “Noites Árabes”, desenvolvido pelo grupo de pesquisa teatral Vila 8, com dramaturgia de Isa Etel Kopelman e direção de Eduardo Okamoto. O grupo foi criado no inicio de 2013, com alunos de graduação em Artes Cênicas pela UNICAMP, a convite do ator e professor Eduardo Okamoto. Desde então, o grupo tem desenvolvido seus trabalhos visando o conhecimento e a pesquisa em torno do trabalho do ator.

A evolução da pesquisa culminou, no momento atual, na elaboração desse espetáculo, o qual despontou a partir dos estudos do conflito Israel-Palestina, tendo como base de estudos relatos do mundo árabe retirados de diversas fontes e materiais, como filmes (exs: Valsa com Bashir, de Ari Folman e Paradise Now, de Hany Abu-Assad), reportagens de jornais, revistas e mídias, estudos sobre a cultura e a religião (ex:Al Corão, a música, e a arquitetura árabe), dentre outros (vide anexo bibliografia). Vale citar, também, como fundamento literário, os livros das Mil e Uma noites, e as Histórias em Quadrinho “Palestina” do jornalista americano Joe Sacco.  Assim, diante do cruzamento de todos esses materiais, o Vila 8 reuniu relatos e depoimentos que contribuem para o objetivo de mostrar a realidade palestina.

Em “Palestina” de Joe Sacco, há um trecho em que o jornalista, num campo de refugiados, se depara com uma senhora, que - entre um chá e outro - narra suas histórias de guerra. Ao final de sua longa e dolorosa narrativa, ela - a “personagem” - indaga o autor: “De que adianta falar com você? Como palavras vão mudar as coisas?”. Diante dessa fala e a partir dos estudos, o Vila 8 aposta que o impulso e a maneira de resistência desses povos é a necessidade de narrar. Tanto nos contos antigos das Mil e Uma Noites, do Al Corão quanto nos relatos jornalísticos de Joe Sacco, é possível identificar a narrativa como uma das formas de resistência. Isto é, neste caso, diante das circunstâncias de guerra e de situações de sobrevivência, uma das maneiras de se manter vivo, de manter vivo as suas histórias e a sua cultura, é narrá-las para o mundo. Sendo assim, a questão da narrativa ultrapassou a temática base da peça - que é a do conflito árabe - e alcançou em si, a sua importância e força. Desta maneira, a elaboração desde espetáculo tem como intuito trazer à consciência do público, principalmente, a necessidade que o homem tem de se narrar e se contar para salvar as suas tradições, suas culturas e até, a si mesmo. O que, do ponto de vista artístico e metalinguístico, reforça a própria necessidade do fazer teatral.  
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