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NÃO AO DESPEJO

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Estou desesperada, não há outro termo!Trabalhava numa importadora e não tinha renda suficiente para alugar um apartamento simples para minha família (mãe e filho), foi então que meu chefe alugou no nome dele (em 2010) e, com muito sacrifício, eu fui montando minha casinha (inclusive foi quando pude ter minha primeira cama, aos 28 anos).O dólar começou a subir e meu chefe me pediu que fosse avalista de um empréstimo no Santander (uns 300 mil, na época). Confiei e assinei, mesmo sem ter bens em meu nome e muito menos fazer parte do quadro societário da empresa. Assinei como Administradora (minha profissão e meu cargo lá). As coisas foram ficando difíceis no trabalho, eu peguei muito erro envolvendo grande quantidade de dinheiro e fui desenvolvendo fobias. Então precisei me afastar do trabalho (2011/2012) por motivo de saúde (síndrome do pânico e várias fobias que me faziam cair na rua) e meu chefe optou por não me colocar pelo INSS. Inclusive ele foi à consulta anterior ao meu afastamento. De fato, nem ele nem eu sabíamos quanto tempo eu ficaria ausente das minhas atividades laborais. De casa, vez ou outra, eu trabalhava remotamente.Então, com o contínuo aumento do câmbio, começamos a perder clientes e volume de negócios. Meu chefe demitiu todos os colaboradores (em 2013), menos eu. Alguns foram admitidos em outra importadora dele (em nome de laranjas) e eu continuei recebendo meu salário líquido (INSS, FGTS, IRF... tudo "descontado") como uma espécie de "cala-boca" por eu ter assinado um empréstimo que não estava sendo pago.Em 2014 eu voltaria a trabalhar com ele (como "sócia"), só que numa empresa de blocos de concreto no interior do estado. Em janeiro eu fraturei o joelho e logo após (março) parei de andar por conta de umas hérnias de disco que, até então, eu nem sabia que tinha. Fiquei internada por 11 dias e passei o ano fazendo tratamentos com remédios, acupuntura, fisioterapia, um monte de ressonância... Mas acabei internada novamente (agosto), por mais 9 dias.As coisas realmente não estavam boas para a importação (a segunda empresa também estava afundando) e meu chefe avisou que iria me demitir. Eu perguntei sobre meu INSS e meu FGTS e ele me garantiu que estava tudo em dia. Bem, resolvi checar e descobri que de mim era "descontado", mas não houve mais repasse (desde 2013) para nenhum órgão. E aí estava eu na malha fina, sem INSS e com FGTS defasado.Pedi que formalizassem minha demissão, que eu precisava tocar minha vida, cuidar da minha família, arranjar outro emprego... Mas tudo em vão. O dinheiro que me pagavam parou de ser depositado (e meu nome na terceira empresa) e eu, aos trancos e barrancos, consegui pagar meu aluguel, luz, gás, mercado e plano de saúde da família até novembro/2015.O que acontece hoje: estou desempregada e com nome negativado (bem... Geralmente não contratam Administrador com nome sujo), com aluguel atrasado desde dezembro/2105 (aluguel + condomínio em torno de 1500,00 por mês), o contrato de aluguel está no nome do meu ex-chefe, que sumiu (talvez até para se manter vivo, visto que ele afundou os clientes junto) e mandou recado para que eu me jogue do prédio (infelizmente é verdade!), na iminência de ser despejada (imobiliária e seguradora deram prazo pra eu arranjar o dinheiro), sem ter quem me acolha e DESESPERADA com medo de me separar do meu filho.Hoje eu me sinto um lixo, dignidade arrancada, impotente. É constrangedor ter que apelar e pedir ajuda de quem sequer me conhece. São noites em claro, inúmeros curriculuns enviados, pedidos de empréstimo negados e, confesso, já tive vontade de fazer besteira. Porém, o que mantém viva é o amor absurdo que sinto pelo meu filho. Eu tenho obrigação com ele (e com minha mãe) e, honestamente, faço freelas que me possibilitam pagar as despesas (básicas) mensais, porém não os aluguéis atrasados.Enfim... Não consigo alugar outro local (não comprovo renda e tenho nome negativado) até mesmo pelos valores absurdos dos aluguéis no Rio (meu filho estuda numa escola técnica federal que é o sonho dele, por isso preciso me manter aqui).Minha dívida hoje está em QUASE 20 MIL REAIS (aluguéis atrasados, multa, juros, IPTU e seguro-fiança).Bem, pra finalizar essa história, revelo que meu ex-chefe é aquele que se dizia MEU PAI.(Não consigo excluir o que está abaixo ⬇️)sempre fazendo algo pelo trabalho enquanto me tratava.Como o dólar começou a subir, fomos perdendo clientes e volume de trabalho.
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