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MINHA NETA VAI NASCER

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Paula Milhin Monteiro Alvarenga é uma guerreira cidadã que está há mais de 20 anos tentando se reconstruir, para os menos otimistas isso é algo improvável. Está com muitas dificuldades, afundada em dívidas, toma muitos medicamentos controlados, e uma de suas filhas desempregada e sua futura neta, a Iara, nascerá em meados de dezembro, e não tem quase nada.

A Paula nunca mais conseguiu exercer sua profissão (professora de pré-escola) porque ela e outras cinco pessoas que administravam a Escola Base, no jd. Aclimação em São Paulo foram acusadas e caluniadas. A imprensa deixou-se levar por argumentos vazios de um delegado que quis alcançar seus quinze minutos de fama sobre a desgraça alheia, e a consequência? A população local depredou a escola e a residência de Paula, neste ponto os outros injustiçados não sofreram o mesmo porque moravam em apartamento. A casa de Paula foi invadida e destruída, inclusive o quarto de suas crianças não foram poupados.

Os meios de comunicação exploravam o caso com demasiado sensacionalismo, sujou a imagem de suas vítimas a tal ponto que nunca mais conseguiram atuar no mesmo ramo, afinal ninguém quer levar seus filhos à um centro educacional mal afamado. Durante o caso os envolvidos alarmados deixaram-se levar pelo clima tenso e desgastaram suas relações a ponto dela divorciar-se de seu marido e brigar com sua prima, a administradora da escola-base.

Quando a história se esclareceu e descobriram que a criança de 4 anos que até então era tida como vítima de abuso na verdade era ressecada e a fissura anal era decorrência do considerável intervalo de tempo que tinha para ir ao banheiro, conforme consta no laudo 6254/94, a mídia não divulgou a inocência de suas vítimas na mesma proporção comparado as suas falsas acusações. 

Para piorar, os outros envolvidos ainda obtiveram êxito ao ajuizar ação contra alguns veículos da mídia e contra o Estado de São Paulo, mas a Paula Alvarenga sofreu outro golpe de falta de sorte outra vez, porque o primeiro advogado procrastinou o trâmite, quando ela finalmente percebeu que ele só estava enrolando o caso trocou de advogado, e por uma infeliz coincidência este também fez o mesmo, perdeu todos os jornais e revistas que ela guardou para juntar aos autos e demorou tanto tempo que o caso prescreveu, ou seja, quando as sentenças começaram a sair ela ficou de fora, não recebeu nada, logo não conseguiu reconstruir o que lhe foi devastado.

O caso é chocante e inacreditável, parece mentira e quem ouve até duvida que tudo isso possa ter ocorrido contra uma mesma pessoa em curto espaço de tempo. Tão espantoso que virou até filme, aliás bem pouco transmitido por aqui, porque não é conveniente para as emissoras, o filme foi estralado por James Wood e entitulado de 'Acusação'. A história também está disponível em diversos blogs e documentários, um deles é este aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=vGRIuXESqco

http://jornalggn.com.br/noticia/o-caso-escola-base-20-anos-depois

O fato é que me sensibilizei pela história e me solidarizei, queria ser rico para poder ajudá-la e é verdade que não há dinheiro no mundo que tranquilize essa mulher, mas essa tragédia não pode ser levada adiante, tem que parar na própria Paula e não atingir sua neta, esta não deve sofrer no presente por um desastre do passado e para tanto devemos oferecer um mínimo de conforto à ela.

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