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Trecho final do meu TCC:

O voo

Estou sempre á voar...

Transformar, buscar, resolver...

Nesse percurso me surpreendi, pois outro caminho se deu e eu me perdi na estrada dos dois caminhos, eles foram e eu fiquei de mãozinhas dadas com meus irmãozinhos...

A formação se tornou afirmação de algo que já era meu sem que eu soubesse...

Voar... Voar...

Prepotente, arrogante fui posto, mais o homem cria armas para se defender e só quem o conhece de verdade para entender seus artifícios... Ah eu queria entrar em uma fantasia macia e correr pra rua...

Brincar meu carnaval... Da vida  barroca só tive uma esperança... Ser eu...

Sonhei com meu rio de janeiro, com meus alunos, meus personagens que deixei... Mal sabia eu que estava sendo modificado, decodificado.

Acredito que existe uma decodificação do ser onde as partes decifradas vão se tornando outras possibilidades ampliando sua visão de mundo. Pode ter sido tão superficial pra tantos pra mim foi intenso, inesquecível, contar moedas, chorar baixinho, gritar com a cultura de outros... Fazer exercícios que pela milésima vez fazia... Mais reinventei para ter olhos de partilha para aquele que nunca tinha ouvido falar da linguagem...

Minha mãe uma vez disse que eu já nasci artista, que em sua barriga já sambava, dançava can-can, sapateava na cama com a frauda suja vendo a loira na TV.

Cantei achei que me tornaria profissional, mais faltava algo, com as fantasias da vovó fiz meu teatro que me completava, montei diversas tragédias, eu sempre como herói trágico e acabei ralando o tcham nas festinhas da família e na escola, hoje na vida...

Calei-me um tempo, já troçava minhas metas, queria levar alegria a muita gente. Amigos construí...

Eram apelidos, radio adolescência e muito teatro...  No Meu rádio... “ eu cresci agora...” prefiro nem comentar...

O primeiro agente nunca esquece “o bobo da corte”, personagem que pari no palco e logo depois vieram vários outros, quase vinte... Aplausos...

Voei... Voei...

Rio de janeiro meu divisor de águas, teatro profissional... sassariquei com o publico e alunos naquela cidade em que nasci e que me foi fiel até o fim, onde brinquei de soldadinho de chumbo, só que de verdade.

Neste lugar barroco fui... Um dia falante de mais, outros nem tanto,  e percebi que a cor dessa cidade não era somente eu... Aprendi, e estou aprendendo...

Pessoas passaram outras, estão, umas nem ficaram, e muitas ainda viram... Mestres conquistei, outros gostaria de conquistar... Aulas quase nunca matei... Mais voei...

Sonhei, descobri, vivenciei e me tornei venho me tornando um mestre , assim como os meus, assim com minhas tias e minha mãe que me inspirou e me ajudou a construir esse caminho, agora é minha vez...

A sensibilidade e a esperteza junto da criatividade e uma pitada de improviso juntei tudo e abri caminhos para o professor/artista, arte/educador... Um pedagogo do teatro... Um ser humano que preocupa com a formação de outros seres humanos que como eu precisam se encontrar na arte e fazer dela sua vida...

Talvez eu não passe de um ator, que inventei de viver um papel de educador...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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