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IV EREDS SUL

ID da vaquinha: 133724
IV EREDS SUL
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O meio acadêmico é um espaço onde se pode debater e questionar com maior pluralidade de opiniões os mais variados assuntos. No entanto, ao passo que a formação amplamente tecnicista se fez presente nos cursos da área de exatas – sobretudo nas engenharias – houve um distanciamento desta área em relação aos espaços de debate. Tal distância se tornou extremamente prejudicial, pois com isso as engenharias cultivaram um posicionamento conservador potencializado pelo não-debate. Diante disso, questões étnicas, de gênero, econômicas, políticas e sociais, não fazem parte em nenhum momento da graduação dos engenheiros e das engenheiras que se formam em nosso país. Com o tempo, esse distanciamento criou uma “bolha” que separa a engenharia dos demais setores da universidade, e por consequência a falsa ideia da neutralidade da engenharia e das tecnologias na sociedade.Com a identificação de tais problemas, é notória a necessidade de ampliar espaços de conscientização e gradativa mudança na lógica mercadológica que inflige nossa formação. Tendo em vista estas reflexões, nasce o ENEDS (Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social) e posteriormente o EREDS (Encontro Regional de Engenharia e Desenvolvimento Social). A iniciativa partiu de estudantes e professores do Núcleo de Solidariedade Técnica – SOLTEC, sediado na Escola Politécnica da UFRJ com o objetivo de resgatar os valores da engenharia que visam interesses mais amplos e plurais à sociedade e não exclusivamente o lucro pelo lucro. Não se deve servir aos anseios das grandes empresas sem antes olhar ao nosso redor e priorizar o desenvolvimento social. A ideia geral é pautar a engenharia e a formação dos estudantes através de uma ampla discussão sobre o papel da engenharia no desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária. Desde sua criação, em 2004, o evento vem trazendo várias pautas para problematização da academia e exemplos de projetos bem-sucedidos nas áreas de: tecnologias sociais de baixo custo, redução de impactos ambientais, economia solidária, organização de trabalhadores de forma associativa ou cooperada democraticamente, diferentes formas de geração de trabalho e renda, economia social, políticas sociais e públicas, metodologias participativas e desenvolvimento local.Além disso, idealiza-se uma engenharia popular, que pense, construa soluções e crie tecnologias para toda a sociedade usar e acima de tudo: inclua. Nesse sentido, ressalva-se a necessidade de debater no dia a dia temas sociais como machismo, racismo e lgbtfobia, que são raramente discutidos dentro.

Viemos, portanto, convidar à todas(os) que façam parte da construção de uma engenharia analítica e inclusiva, pois bem sabemos: se somos, só somos juntas(os).

Por uma engenharia ambientalmente consciente,Por uma engenharia de diversidade e inclusão,Por uma engenharia popular e solidária!

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