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Incentivo ao esporte - Gêmeos do boxe (As máquinas de Criciúma)

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Incentivo ao esporte - Gêmeos do boxe (As máquinas de Criciúma)
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Guilherme e Gustavo tinham 12 anos e estavam acima do peso. O pai, preocupado, não teve dúvidas: era hora de colocá-los em alguma atividade física. Lembrou dos tempos em que, jovem, gostava de se exercitar com socos. Era do boxe. Ofereceu esse caminho e os meninos toparam. Quis o destino que uma perspectiva estava se abrindo aos jovens moradores do bairro São Francisco, em Criciúma, e filhos do pai ex-mineiro e hoje autônomo com a mãe cabeleireira.

“Deu certo. A gente queria o boxe e pegamos gosto”, conta Guilherme Oliveira Rodolfo, irmão gêmeo de Gustavo Oliveira Rodolfo. Imagem e semelhança um do outro e hoje com 16 anos, eles se diferem em pequenos traços, visíveis para quem é do boxe. Guilherme tem 1m83cm. Gustavo, 1m84cm. Ambos calçam 46, mas Gustavo tem 90 quilos, sete a mais que o irmão. Eles perderam peso nos quatro anos de academia e ganharam um novo rumo pelo esporte.

Um campeão no caminho deles

Com o talento para o boxe, logo eles tomaram contato com o único pugilista da região a alcançar uma seleção olímpica. “Esses meninos tem muito talento. São rápidos, se movimentam bem, são bons de bloqueio, duros no abdominal”, define Claudinei Lacerda, o Casca. Hoje com 37 anos, o atleta que aos 18 lutou no time olímpico do Brasil vê futuro nos dois meninos. “Eles lutam no estilo do Evander Hollyfield . Nunca vi no Brasil em tantos anos alguém com o estilo deles”, garante.

É com todo esse aval que Guilherme e Gustavo estréiam no ringue no próximo dia 26 no 2º Mega Fight Casca Boxe, que Casca estará promovendo em Sombrio. “Estou nervoso”, reconhece Guilherme. Mas a tensão deles nem é tanto pelas lutas que vão encarar, mas pelo peso que precisa estar em dia. “Vou ter que perder alguns quilos”, conta Gustavo. Casca já deu um nome para a dupla: “Irmãos gêmeos, as máquinas de Criciúma”.

Dos jovens, um sonho

O exemplo de Gustavo e Guilherme pavimenta um sonho de Casca. “Eu quero propagar um projeto social de inclusão pelo esporte. Estamos começando na escola Oswaldo Hülse. Já fizemos isso em Sombrio e Araranguá e com bons resultados”, revela o boxeador. “Teve atletas meus que começaram com a gente e hoje tem seus próprios projetos sociais”, relata.

E a ambição para os gêmeos do boxe vai além. “Queremos levar eles para os Estados Unidos no ano que vem para competir em nível amador. Se eles ganharem dez lutas poderão ir para profissionais”, observa Casca. Tanto Guilherme como Gustavo vem sendo testados em desafios contra atletas de mais idade, e estão se saindo bem. “Já fizemos sparrings contra gente de 20, 30 anos, não só do boxe mas de outras lutas também, e os meninos batem forte e dão conta”, garante.

Casca quer um mundial

Casca tem seus projetos também. Ainda objetiva um título mundial. “Quero antes o título latino americano para tentar o mundial, com 37 anos ainda tenho esse brilho no ouro”, assegura o pugilista, que tem luta marcada na programação do dia 26 em Sombrio e já vem preparando outros jovens para o esporte. Uma dessas novidades é a sua filha Larissa Lacerda, que também vai lutar no evento do dia 26. “Ela começou com quatro anos, parou uma época e voltou”, conta, orgulhoso.

Os jovens estão em busca de apoio para continuar treinando e trilhando o caminho do boxe. “Acontece que eles não tem equipamentos, e tudo o que usam para treinar eu trago de Sombrio”, explica Casca. “E eles precisam de apoio para as despesas também, para ir aos torneios e competir”, completa. “Por isso, o apoio de empresários e amigos seria muito importante para que eles levem o nome de Criciúma mais longe”, reforça o lutador.

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