Fabiano no MIT

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Fui aprovado no programa de intercâmbio da melhor universidade do mundo, mas preciso de contribuições!

>>> Objetivo com o programa e plano futuros

O programa é pautada na área de Supply Chain e conta com aulas teóricas e práticas nessa área. Mais especificamente, contempla participação no laboratório de simulação de Supply Chain, aulas sobre Modelos Estocásticos, Liderança e Gerenciamento, Análise Econômica e Inovação e Impacto na área de Engenharia.

Após o programa e término no ITA, também planejo participar do programa MIT LEADERS FOR GLOBAL OPERATIONS, que é um programa no qual você adquire dois diplomas de uma vez (um diploma de Mestrado em Engenharia e um de MBA) em apenas dois anos.

Link do programa: https://lgo.mit.edu

Quero participar desses programas porque são a referência número 01 mundial em produção de conhecimento técnico e científico na área de Supply Chain.

Após a participação nesses programas quero dedicar minha vida a dois projetos futuros: 

1) A criação de uma Consultoria na área de Supply Chain capaz de prover conhecimento técnico para o Brasil 

2) A criação de um Instituto Tecnológico focado, a princípio, na área de Supply Chain; em seguida, em outras áreas a fim de fomentar o uso de ferramentas analíticas e técnicas (estatística, programação) mesmo em áreas em que essas ferramentas não usadas convencionalmente (RH, Marketing etc.). Meu sonho é que, assim como ocorre no MIT, as principais empresas do mundo participem das aulas e das pesquisas dentro do Instituto, provendo conhecimento prático.

>>> História

Sabe aquele sonho que você tem desde criança? Pois é, o meu é ir para universidade!

Eu nasci em São José do Rio Preto - SP, mais especificamente num bairro de periferia chamado Jardim Santo Antônio, lugar onde cresci e estudei na escola pública perto da minha casa o ensino fundamental todo. Cresci com mais 3 irmãos numa família bem humilde, meu pai trabalhava como pedreiro e minha mãe como faxineira. Durante esse período da minha vida, fui marcado pelas Olimpíadas de Matemática. Para ser sincero, eu não sabia muito bem a diferença entre todas as modalidades, nem sabia o que era vestibular ou como entrar numa universidade. Eu só pensava que gostava de matemática e era na universidade que estava a matemática; então, era lá que eu queria estar também!

Aos 11 anos de idade, eu fiz minha primeira olimpíada de matemática e fui medalhista e continuei participando de todas as oportunidades que apareciam, inclusive concursos de bolsas. Na época, eu fiquei em terceiro lugar no concurso do Colégio Objetivo, o que rendia 70% de descontos. Eu sabia que meus pais não poderiam pagar esses 30%. Então, incentivado pelos meus amigos, eu fui sozinho com 13 anos negociar a bolsa. Lembro de ter levado todos os meus certificados, meu histórico escolar e uma recomendação da escola. A diretora se surpreendeu muito com essa atitude e resolveu conceder a bolsa desde que eu continuasse com as olimpíadas. 

No colegial, foi um período muito feliz. Encontrei amigos que me ajudavam a estudar e professores excelentes! E tive contato com o vestibular. Então uma ideia que nasceu aos 12 anos (a de ir para o ITA) ganhou força! Apesar de muita vontade e de ser um dos melhores do meu colégio, minha média no vestibular do ITA menor que 2,5 e obviamente não passei. Foi então que peguei a lista de aprovados e os procurei no Orkut para pedir ajuda e perguntar como passaram. Todos me falavam que tinham estudao no Poliedro e esse era o melhor lugar para se preparar.

Enquanto isso, em casa havia uma pressão para trabalhar e ajudar meus pais e simplesmente entrar logo numa universidade particular, já que meus dois irmãos mais velhos e praticamente todos os amigos do bairro começaram a trabalhar com 14 anos e eu estava prestes a fazer 18 anos. No dia do meu aniversário, eu menti para toda a minha família porque sabia que não iriam entender, disse que ia para casa de um amigo e fui fazer o concurso de bolsas do Poliedro em São Paulo, a 500 Km da minha cidade. 

O resultado da bolsa foi de 65%, mandei todos certificados de olimpíadas, meu histórico escolar e notas do Enem; a bolsa subiu para 85%. Ainda não era o suficiente. Comprei um plano pós-pago (que depois foi bem difícil de pagar) para tentar negociar sozinho, já também estava fazendo isso escondido da minha família. A secretária do curso disse que não poderia fazer nada e precisava do ramal para falar com o coordenador. Mal sabia ela que eu iria tentar ramal a ramal até cair na sala do coordenador do curso. E foi o que aconteceu e ele aumentou ainda a bolsa para um valor simbólico e me avisou que tinha que estar em São José dos Campos em dois dias. Simplesmente fui!

Sem mesmo ter onde ficar ou com dinheiro para ficar a semana inteira na nova cidade, me mudei para garantir a matrícula e só fui conseguir um lugar para morar quando já estava lá. Ao longo do tempo de cursinho, várias dificuldades financeiras apareceram. Mas também meus familiares e amigos se juntaram todos para ajudar. Depois de 3 anos, estudando cerca de 14 horas por dia (08 no curso e 06 em casa), de segunda a sábado e com simulados todos os domingos, eu fui aprovado no ITA!

Chegando lá, eu quis colocar em prática tudo que havia esperado minha vida toda. Estudei inglês, francês e espanhol; fiz iniciação científica; fui professor voluntário para crianças carentes; participei da Comissão de Estágios, fiz estágios em todas as férias (na Ambev, na Johnson & Johnson e na Rhodia) dos meus dois primeiros anos.

Para o terceiro ano, planejei um intercâmbio na Universidade do Chile, fui aceito e vim com ajuda de muitas pessoas e trabalho como professor particular e agora fui aceito no programa de intercâmbio doMIT, eleita a melhor universidade do mundo nos últimos 3 anos. A candidatura é extremamente difícil e para ser aceito, tenho me preparado faz dois anos. Inclusive comecei um programa de mestrado online do MIT, mesmo estando no terceiro ano da graduação, para mostrar que era capaz de acompanhar as aulas e reforçar minha candidatura nesse programa.

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