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Silva Jardim ganha sua primeira Feira Multicultural Evento gratuito vai homenagear Chico Tabibuia, artesão com exposições no exterior e desconhecido na cidade“Silva Jardim não tem nada”. Quem mora em Silva Jardim, ou perto dela, provavelmente já ouviu esta frase. A pequena cidade de 20 mil habitantes, localizada nas Baixadas Litorâneas do estado do Rio costuma ser criticada por não ter muitas opções culturais. Cinema não existe e peças de teatro ou shows são raros. Mas um grupo de amigos quer mudar esta imagem negativa do lugar “Aqui tem muita cultura mas não há espaço para mostrá-la”, provoca Renata Santiago, uma das organizadoras do evento, que vai misturar música, dança, poesia, agricultura e artesanato no dia 17 de setembro, bem no coração da cidade. Renata é estudante de Produção Cultural da UFF e representa um pouco do perfil do grupo de jovens com diferentes formações, todos abaixo dos 30 anos, com uma mascote, Fernanda Pinto, de apenas 19. Segundo os produtores do evento, a ideia é criar espaços de sociabilidade, promovendo encontros em espaços públicos onde se possa reunir as pessoas que fazem algo, desde comida até obras de arte, passando por expressão corporal ou artes marciais, por exemplo. Por causa deste caráter multicultural, o grupo escolheu chamar o evento de “Feira Viva” e em cada edição pretende homenagear uma pessoa diferente. Para a primeira edição escolheram um ilustre morador de Silva Jardim que pode ser uma grande revelação para muitas pessoas: Chico Tabibuia, artesão e lenhador que ficou famoso depois de velho com suas esculturas em madeira. Seu biógrafo, Paulo Pardal, conta no site Galeria Estação que, depois de 1981, Chico participou de mais de 20 exposições coletivas por todo o Brasil, bem como de mostras antológicas no exterior. A obra de Chico está exposta em diversos museus de arte popular do país, mas em sua cidade natal a maioria nunca nem ouviu falar do artesão, que morreu em 2007. “Queremos homenageá-lo e com esta história começar a mostrar que a cidade tem várias pessoas importantes que ainda são invisíveis que produzem e se conhecem pouco”, alerta Carlos Augusto. Além do nome, os lugares que vão sediar as feiras também vão mudar: Letícia Quintella explica que “Este primeiro encontro será realizado na praça principal, por causa da tradição e da visibilidade, mas a Feira será rotativa e por isso pensamos também em ocupar o Parque da Biquinha, entre outros lugares”. O grupo lamenta que ainda precisa enfrentar muita burocracia para conseguir autorizações para o evento, mas por outro lado comemora o apoio que já começou a receber. Os tradicionais feirantes das manhãs de sábado vão se incorporar ao projeto, a banda Honório Coelho tem aberto sua sede para as reuniões do grupo, além de emprestar o equipamento de som para o evento e o Ponto de Cultura Caipira, localizado em Aldeia Velha, distrito rural da mesma cidade, vai emprestar mesas, cadeiras e um projetor de vídeos, promovendo um debate na feira sobre autonomia e coletivos culturais. O grupo estuda ainda formas coletivas de arrecadação, as rifas e as famosas "vaquinhas", para cobrir gastos e contribuir com a ajuda de custo dos músicos e artistas. "Há uma desconfiança geral em eventos gratuitos em período eleitoral. Vamos passar o chapéu e mostrar que a cooperação é único caminho para romper com a dependência que a velha política gera na cidade", completa Bernardo Xavier. Para a primeira feira está prevista ainda a presença de Tião Capeta, um dos membros do grupo de tradição oral de Mineiro Pau de Silva Jardim, um baile charme protagonizado pelo Jibão – O DJ que embalou muitas festas na cidade na década de 80 e dono de uma rica coleção de discos - e até uma oficina de jogos de tabuleiro com dezenas de exemplares raros e até de outros países. Pra uma cidade que tem a fama de não ter nada, já é bastante coisa. Serviço: Feira Viva Chico Tabibuia Quando? 17 de setembro, sábado Onde? Praça Amaral Peixoto, Silva Jardim Horário? 6h30hrs até 21hrs Entrada? Gratuita
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