Cicloturismo Espírito livre, uma volta pela América do Sul

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Apresentação Meu nome é Fabiano Gustavo Bulow, 28 anos, Brasileiro, residência atual em Serranopólis do Iguaçu, uma pequena cidade no Oeste do Paraná, à 70 km de Foz do Iguaçu. Atualmente sou estudante da Universidade Federal do Paraná UTFPR no curso superior de Tecnologia em Gestão Ambiental. Historia com o ciclismo e cicloturismo Desde criança a bicicleta sempre fez parte da minha vida, a primeira bicicleta foi uma Caloi BMX, bicicleta que tinha sido do meu irmão mais velho, foi com esta bicicleta que comecei dar as primeiras pedaladas pelas ruas em torno da nossa casa, em seguida pelos bairros vizinhos e toda a cidade. Com 12 anos de idade ganhei minha segunda bicicleta, uma Morark 18 marchas, cor azul metálico. O presente foi dado pela minha mãe, lembro-me de eu indo até a loja e esperando a bicicleta ser montada e regulada, da bicicletaria até a casa dos meus avos aonde eu iria, seriam 22 km de distância, fiz o percurso com a maior alegria, de bicicleta nova e por ser a primeira vez que tinha pedalado em uma rodovia em uma distancia tão longa. Com essa mesma bicicleta fiquei por vários anos, sempre tendo o maior cuidado, afinal era o meu único meio de locomoção na minha juventude. Com essa bicicleta às vezes eu ia para a aula, cursos, passeios em finais de tarde era quase sagrados para mim naquela época, e sem contar nas aventuras em dias de chuva, era o tempo se preparar para chover e lá estava eu pedalando em estradas de terra, completamente sujo de lama. O tempo vai passando e chega a época das primeiras namoradas e aos poucos a bicicleta vai ficando de lado e dando lugar ao automóvel, já sendo pouco usada nessa época, a Monark acabou ficando pendurada na parede, aonde esta até hoje. Com a faze dos automóveis, namoradas, festas, bebidas e trabalho, resolvi comprar minha primeira moto, ai a descoberta de um mundo sedentário, usava a moto até para ir na esquina de casa, com isso a atividade física se igualou a zero. Com a venda da moto para a compra um carro, isso me fez repensar nos custos do transporte, já que o consumo de combustível era muito maior comparado a moto. Nessa mesma época começava aos poucos o uso da bicicleta de MTB, com pequenos grupos se reunindo aos finais de semana para passeios pelas estradas rurais em torno da cidade, com isso decidi comprar uma bicicleta de MTB, a bicicleta escolhida era um GTS M5, bicicleta usada, mas em ótimo estado de conservação, porem nos primeiros km já não aguentava mais ficar sentado no selim, fiquei imaginando o que faria com a bicicleta, pois estava decidido que não pedalaria mais com ela devido as dores que sentia. No dia seguinte não conseguia nem sentar de tanta dor, mas essa dor era dos músculos que ultimamente não estavam acostumados aos exercícios, passado dois dias me arrisquei a subir na bicicleta novamente, aí já foi mais agradável a experiência com a bicicleta. Desde então, a cada dia fui aumentando as distâncias percorridas e os lugares visitados em toda a região. Em 2013 fiz minha primeira viajem de cicloturismo, percorri o litoral de Santa Catarina, foram 15 dias pedalando sozinho pelo litoral, dias de muito aprendizado e conhecendo muitas historias, lugares, paisagens e pessoas. Entre outras viagens curtas, fiz a Volta ao Parque Nacional do Iguaçu, trajeto que percorre o Brasil e Argentina, sempre as margens do Parque Nacional do Iguaçu, totalizando 400 km em 4 dias de pedal. Em 2015 percorri o Circuito Vale Europeu, 5 dias percorrendo e conhecendo as belezas daquela região, algo fantástico em nosso pais. Neste ano fiz uma ciclo viagem nos países do Paraguai, Argentina e Brasil, percorri 1300 km para conhecer as Ruínas Jesuítas de ambos os países, uma viajem de muito aprendizado cultural e histórico, e como pedalei os três países pude perceber a diferença cultural quanto ao uso da bicicleta. Projeto Espírito Livre Com as experiências anteriores em viagens de bicicleta, pude perceber que a recepção dada ao cicloturista é distinta de qualquer outra forma de locomoção, sempre que cheguei aos lugares fui muito bem recebido, e com isso surgem várias perguntas, entre as mais comuns são: de onde vem, para aonde vai, quantos dias já está viajando, o que você come, onde dorme, gasta muito, e se chove? Revirando as memórias, posso dizer que minha paixão por viajar de bicicleta iniciou aos doze anos, quando fiz aquele trajeto de 22 km, e durante muito tempo esse sonho permaneceu num processo de dormência dentro de mim e após 15 anos ele resurgiu quando eu acordava durante a madrugada querendo ver minha bicicleta na beira do mar, exatamente como fiz no ano de 2013. Com o passar do tempo e com as experiências esse sonho foi tomando formar, aos poucos com a aquisição de equipamentos, roupas e na medida do possível juntado dinheiro para a viajem. Durante os últimos dois anos tive a oportunidade de hospedar em minha casa cicloturistas Franceses, Americanos e Colombianos, cada um desses viajantes deixou parte da sua historia, experiências e muito conhecimento, e era isso que cada vez mais me motivava para a realização do meu sonho. Um sonho que vai muito além de simplesmente pedalar pela America do Sul, um sonho em poder dar um sentido a tudo isso, poder colaborar com as pessoas com quem eu cruzo no caminho, seja tirando a louça do café da manhã, lavando a louça, fazendo uma horta, pintando uma casa, trocando uma telha que está quebrada, falando sobre Educação Ambiental nas escolas ou simplesmente ouvindo histórias de pessoas que provavelmente nunca mais irei ver. Todo o esforço de encarar sol, chuva, vento, frio, calor, tempestade e quem sabe neve, isso tudo é em busca de experiência de vida, que irá me tornar um ser humano melhor, que irá ajudar no meu autoconhecimento, saindo da minha zona de conforto, abandonando cama confortável, banho quente, internet, comida sempre a disposição na geladeira, roupas limpas e passadas, amigos com quem compartilhar uma cerveja no final do dia ou depois de um pedal, abandonando tudo isso e indo em busca dos meus limites, seja psicológicos ou físicos. Com isso o Projeto Cicloturismo Espírito Livre irá partir de Foz do Iguaçu, com data prevista para o dia 20/12/2016, passando pela Argentina sentido ao Uruguai, posteriormente retornando a Argentina na cidade de Buenos Aires, de lá sigo para a Patagônia na região do Siete Lagos e Bariloche, de lá entro no Chile onde pretendo conhecer vulcões e o Deserto do Atacama, posteriormente meu objetivo é o Salar de Uyuni na Bolívia, seguindo ao Peru nas Ruinas de Machu- Pichu, Equador, Bolívia e as Guianas e retornando ao Brasil pelo norte do pais em um tempo previsto de 18 meses de viagem. Uma viagem sem data para terminar, as experiências vividas na viagem irão me dizer quando é hora de parar. RECURSOS FINANCEIROS DURANTE A VIAGEM Uma viagem assim demanda muitos custos até sair do papel e ir para a estrada, nos últimos dois anos vim adquirindo parte dos equipamentos que irei necessitar, como: barraca, alforges impermeáveis, fogareiro, panelas, bagageiro traseiro, roupas, ferramentas, câmera fotográfica e uma bicicleta adequada, ao total um valor de 8 mil reais foi gasto em equipamentos, isso tudo sem a ajuda ou patrocínio. Com uma reserva financeira escassa surge a necessidade de arrecadar dinheiro para o projeto, com isso me veio a ideia de vender cartões postais com fotos tiradas por mim, com experiências de outros cicloturistas essa é uma forma de se conseguir algum dinheiro para a alimentação diária. Outra forma de renda é trabalhar em hosteis, pousadas ou aonde surgir a oportunidade de aprender algo a mais e em troca conseguir um pouco de dinheiro para a saúde financeira do projeto. Esse dinheiro será utilizado basicamente na alimentação, manutenção e casos de emergências, todos os gastos serão controlados para que o projeto termine da melhor forma possível, e não por falta de dinheiro.
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