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Ajude-nos à voltar para o Brasil

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Somos um casal que desistiu da vida na cidade e se desapegou de tudo que tinha para viver o sonho de desbravar o mundo. Começamos com uma mochila e no meio do caminhada compramos uma Kombi, que a apelidamos de Hermana. Reformamos a Hermana, e com nossas próprias mãos construímos a sonhada casa em nossa kombosa. Fizemos cama, cozinha, compramos fogão. O básico pra gente poder dormir numa cama quentinha e comer bem. Fizemos os reparos necessários na Kombi, com a ajuda dos nossos amigos Carlos Duzzionis (pai e filho), e saímos de Criciúma dia 27 de novembro de 2016, com o dinheiro contado para a gasolina, comida, e alguns imprevistos.

Passamos pelo litoral Gaúcho, e conhecemos todo o litoral Uruguaio. Atravessámos a fronteira com a Argentina em Colonia Del Sacramento, e em um novo país começamos outra aventura. No caminho fizemos música na rua, vendemos artesanatos para conseguir mais grana para viagem. É pouco mas nos ajuda muito!

Ficamos alguns dias em Buenos Aires, e depois pegamos a Ruta 3, uma estrada longa e cansativa onde é muito calor, há poucas árvores e se vê apenas pasto e muitas plantações de trigo. Depois dessa viagem cansativa encontramos a cidade de Rio Colorado, com um rio, muitas árvores e menos calor para descansar. Neste local a Kombi apresentou os primeiros problemas.  Foi para o mecânico, que foi muito honesto e prestativo e nos cobrou $600 pesos pelo serviço  (aprox. R$120 reais).

Saímos de lá para Neuquén, mas um pouco mais de 100 quilômetros de Rio Colorado, percebemos que a Hermana não tinha mais força. Constatamos pela internet e com nosso amigo Carlos  - através dos sintomas- que seria o disco de embreagem que estava gasto. Procuramos um mecânico na cidade próxima chamada Choele Chole, e a suspeita foi confirmada. Tivemos que mandar retificar em outra cidade e esperar até quarta-feira - ou seja, do dia 30/12 até o dia 5/01 - para a peça voltar da retificadora e eles arrumarem. A Kombi ficou no mecânico e nós pegamos nossa barraca e algumas coisa e fomos para um camping ali perto esperar. Serviço: $4000 pesos - quase mil reais.

Depois de Choele Chole nosso destino era San Martin de Los Andes, pela ruta 237. Paramos para abastecer e outro imprevisto: meu cartão decidiu não funcionar. Pagamos o posto com o resto do dinheiro que tínhamos e fui em um banco sacar dinheiro, e o mesmo erro aconteceu. Ficamos sem dinheiro, e sem cartão. Pensei: na próxima cidade deve ter outro banco, e então tudo será resolvido.

De volta à estrada em um momento ouvimos um estouro e paramos. Foi aí que o problema aconteceu. Chamamos a polícia que nos ajudou a chamar um guincho que nos trouxe para Junin de Los Andes (70 km de onde estávamos) e nos cobrou $3500 pesos (R$ 700 reais). Mas, como se não tínhamos dinheiro? Falei para eles que chegando na cidade eu ia sacar o dinheiro para pagar e tudo certo.

Chegamos em Junin, e era o mesmo banco da outra cidade. Não rolou. Descobri que algumas maquinas não reconhecem meu cartão porque ele é múltiplo (crédito e débito). Nossa comida começou a acabar e nosso gás acabou, zerou. Aí a situação ficou complicada. Conseguimos carona para outra cidade, e consegui sacar dinheiro pelo Banco Patagônia. Tudo certo. Pagamos ele, e compramos comida. Mas, ainda estamos sem gás porque o gás daqui é diferente e eles não recarregam e para comprar um botijão novo é mais uns $1500 pesos. E como temos que economizar para conseguir voltar pro Brasil, decidimos fazer comida de acampamento - na fogueira.

Com mais esse desfalque no orçamento a última coisa que esperávamos era que a Kombi não tivesse salvação. Chamamos quatro mecânicos, os dois primeiros já deram o pré-diagnóstico e disseram que não faziam o serviço. Os últimos dois olharam, deram o diagnóstico, e falaram que voltariam mais tarde de nunca mais voltaram, mesmo a gente indo atrás insistir.

Constatado: não tem conserto. O motor terá que ser trocado. Aqui não tem motor de Kombi, tem que pedir para trazer do Brasil. E um motor novo custa de 3 a 4 mil reais, mais o frete e mão de obra. Não temos toda a grana. E mesmo se tivéssemos não teríamos como bancar a volta para o Brasil, com gasolina e comida. Então, concluímos essa semana que a melhor solução é pagarmos um guincho que nos leve de volta com a Kombi. Aí conseguimos voltar, procurar emprego será mais fácil e aí juntamos mais grana para pagar o motor e continuar vivendo.

Enfim, estamos aqui há quase duas semanas. Procuramos emprego nesta e na outra cidade e não podemos trabalhar porque entramos no país com o visto de turistas, e aqueles que nos empregarem podem pagar uma multa bem grande. Então, a maioria prefere não correr o risco. O Júlio conseguiu um freela para entregar panfleto, e conseguimos também umas fotos para editar. Esta semana fizemos um som em dois bares e já conseguimos uma ajuda. Mas, para pagar o guincho ainda vai faltar bastante.

Então com a sugestão de alguns amigos fizemos esta vaquinha para quem puder nos ajudar. Qualquer ajuda será bem vinda, e esperamos sair dessa logo!

Um grande abraço, e gratidão à todos!

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