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Como começar!? Melhor começar pelo início. Meu nome é Jordania de Cassia, mas prefiro que me chamem só de Jordania, tenho 18 anos, moro em São Sebastião-DF com minhas 3 irmãs, mas como falei, vou começar pelo início e voltar um pouco no tempo.

Sou natural do estado do Maranhão, de uma cidadezinha que, com certeza, você nunca ouviu falar, apesar de esquecida, ela existe, e se chama Monção. Foi nela que passei a vida toda, da infância à adolescência, mas sempre soube que ali não era meu o lugar, e que no mundo existia muito mais que 31.700* habitantes.

Voltando mais um pouco no tempo, um tempo que traz lembranças não tão felizes, mas antes disso, não posso esquecer de mencionar meus genitores, pois se não fosse por eles nem estaria aqui. Meu pai se chama José Raimundo, mas é conhecido por Zé Viana, tem 69 anos (com corpinho de 50), é aposentado, mas isso não significa que ele passa o dia deitado descansando, pelo contrário. Meu pai estudou até a 4ª série, é um semianalfabeto, mas para compensar é ótimo em matemática. Deixou de estudar para trabalhar, o seu sonho de criança não se realizou e ele se tornou um vaqueiro-pescador, paradoxo que no Nordeste é possível.

E minha mãe? Bem, essa é a parte triste da história, ela se chamava Maria do Carmo, estudou o suficiente para ser professora, era conhecida no bairro por ser barra pesada, e sempre dava um jeito naqueles alunos que até os pais já tinham desistido. Ela tinha uma escolinha particular em casa e eu tive a sorte de ser alfabetizada por ela, até aí tudo bem, mas minha mãe tinha um câncer, câncer maldito que lhe tirou a vida e deixou eu e minhas irmãs sem mãe. Eu tinha seis pra sete anos, nem entendia direito o que isso significava, mas hoje sei muito bem que minha vida seria muito melhor se ela estivesse comigo, mas não precisa ter pena de mim, eu estou aqui, consegui superar, ou melhor, tento todos os dias.

Isso pode parecer um clichê, mas meus pais são os meus heróis, apesar de ter passado pouco tempo com minha mãe, aprendi muito com ela, nunca vou esquecer o dia que ela chegou da rua e tirou uma balinha de dentro da bolsa , dividiu em três pedaços e deu pra mim e minhas irmãs, na hora não entendi, mas ela deixou uma lição, '‘mesmo que você não tenha muito, o pouco que você tem, você pode dividir’', eu levo isso pra vida. Meu pai, o que posso dizer sobre ele, que ele é um vencedor, teve que aguentar a barra de cuidar de três filhas crianças sozinho, tinha que trabalhar e não tinha com quem nos deixar, trouxe uma prima nossa da capital para que cuidasse da gente, passava as noites no rio pescando, para no amanhecer vender os peixes e não deixar que a comida faltasse no nosso prato. Deus foi generoso e olhou por nós, um ano depois mandou nossa segunda mãe, tia Maria, assim que a chamo, sou muito grata a ela, por tudo.

A minha vida nunca foi muito fácil, sou de uma família humilde, nunca vivi com muito e nem com luxo, mas com o suficiente, não posso dizer que dormir algum dia com fome ou que fiquei pelada por não ter roupas para vestir. Tive uma educação muito rígida, e tudo que sei e sou agradeço a meus pais. Papai sempre disse:“para ter uma vida melhor precisa estudar, por que a única coisa que posso deixar a vocês é o estudo”, e aqui estou eu, correndo atrás do meu futuro. Saí dos rincões do Maranhão para a capital federal e daqui para o mundo, com a sua ajuda, pois “não precisa ser fácil, só precisa ser possível”, quando estou triste sempre lembro dessa frase.

Com 15 anos fiz minhas malas, entrei em um avião pela primeira vez e aterrissei no planalto central para morar com minha irmã mais velha, que já vivia a um tempo aqui. Cursei o 3° ano do ensino médio, e logo que cheguei comecei a fazer um curso de espanhol no Centro Interescolar de Línguas de Brasília, logo me apaixonei pela cultura espanhola, e pensei: quando as janelas do mundo se abrirem pra mim, a Espanha estará no topo da minha lista.

Pois bem, continuando, com 16 anos entrei na universidade, sou estudante do 4° semestre de Jornalismo(como bolsista) na Universidade Católica de Brasília. E por quê Jornalismo? As vezes nem tenho palavras para dizer o porquê, chego até a me emocionar, eu amo isso e tenho certeza que é o que quero para minha vida.

Muitas dificuldades são encontradas, a primeira é vencer o sono e acordar 4:50 da manhã, pegar quatro ônibus por dia (as vezes mais), atravessar o estado pra chegar no horário na universidade. A distância pode até atrapalhar, mas quando entro na minha segunda casa, esqueço os quilômetros percorridos, o sono, o cansaço e tento dar o meu melhor, pois eu sempre soube que seria assim.

Tenho muitos planos para o futuro, muitos sonhos, e eles me movem, vou fazer de tudo para realizá-los. Talvez você se pergunte, “essa menina quer escrever um livro sobre a vida dela só pra eu dar um dinheirinho? Sim, eu quero escrever um livro sobre minha vida sim, mas não aqui. Quero que quem tiver a generosidade de me ajudar a realizar esse sonho, saiba um pouquinho de mim, e que seu dinheiro, sendo muito ou pouco, será essencial para que eu possa fazer desse sonho realidade, e que a sua ajuda será muito importante pra mim.

Apesar da pouca idade, já passei por muitas coisas nessa vida, quando eu escrever um livro elas estarão lá, essa vai ser (eu espero) mais uma história que irei contar, de como pessoas que talvez nem conheça, que nem me viram se quer uma vez, me ajudaram sem pedir nada em troca.

Pode ter certeza, que se eu não precisasse mesmo, não estaria aqui pedindo sua ajuda. Não tenho condições de arcar com todos os gastos de passagem, passaporte, seguro de vida, etc., e me manter por 6 meses na Espanha, o euro parece que aumenta a cada dia e mais distante fica de realizar esse sonho. É por meio desse texto, que venho humildemente pedir sua colaboração na minha vaquinha, se eu não conseguir arrecadar o dinheiro suficiente, terei que adiar meu sonho, mas jamais desistir dele. Um grande OBRIGADO a todos aqueles que me ajudarem.

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