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Ajude a Aline a publicar "Os Não Nós"

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Thumb poem4Thumb poemOi, gente! Quem criou essa vakinha foi a ilustre Giulia, mas sou eu, Aline, que vou lhes explicar o que acontece: fui uma entre os 250 classificados no Prêmio Poesia Livre 2016, concurso administrado pela Editora Vivara. Esses 250 poemas farão parte de uma antologia, isto é, uma coletânea poética. Contudo, para minha obra ("Os Não Nós", transcrita abaixo) ser publicada e eu receber 10 exemplares do livro físico, preciso pagar duas parcelas de 179 reais. Meus familiares não conseguem cobrir o valor, então criou-se essa vaquinha, com o intuito de me ajudar a realizar um grande feito: minha primeira publicação! Agradeço toda a ajuda e divulgação, é de extrema importância para mim e são coisas como essas que me motivam a nunca largar a caneta, os papéis e os livros. Obrigada desde já!!! :D__________________________________________"Os Não Nós", Aline C.

Quão difícil é andar por estas ruas cheias de ti?

Seus risos ecoam em toda esquina.

Eles dão voltas nos labirintos de meu ouvido,

e então perco o equilíbrio.

(Um pouco mais e eles me causarão labirintite)

Sempre teremos medo de quem poderíamos ter sido, você não acha?

Sempre iremos gostar de saber como eles vão,

apesar de eles não serem eles,

mas sim versões mais facetadas,

mais diversas,

mais paralelas de nós.

 

Estamos tomando café em um cosmo contrário.

Eu tenho unhas anêmicas e você tem alergia a pelúcias

Eu afago seu joelho com a ponta do meu pé;

você ri como naqueles filmes baratos

e comentamos as notícias

Como será que está a vida daquele político preso ontem?

 

Em outra cidade, talvez eu seja ruiva e você, rabugento;

Em outro bairro, posso ser séria e você um matemático.

Em outro país, sou fanática por organização e você por passar roupas;

Em outro continente, talvez você dirija melhor que eu.

Esses nós que são tão diferentes de nós...

Mas ainda são nós

São os Não-Nós

 

O ar não se estabiliza quando estamos juntos;

nunca deixamos, nem por um segundo, de falar.

Gritar, rir, conversar,

chutar o ar, dar soquinhos

e não era porque estavámos sozinhos

Não estou estabilizada, não estou polarizada

(Sou um átomo estranho por essas ruas esquisitas)

Então talvez você ainda esteja dentro de mim,

deixando meu coração inquieto e meus dedos suados

E essas avenidas são tão barulhentas, e, ó, solitárias!

Sinto-me solitária perante esse mundo de luzes e cores

 

É meio constrangedor colocar os pés nos restos frios de chuva sem você.

Minhas botas de couro falso mofaram devido a essas brincadeiras

Acho, porém, que nunca irei ligar para isso

nem denunciar os fungos que cometeram esse crime contra a moda

 

Uma pena que não deixou sua jaqueta em casa;

poderia ter sido mais descuidado, e

ter me dado um pretexto inútil para ir até seu apartamento,

não poderia?

 

Não ligo para essas condutas sociais, ou o que seria certo fazer no momento.

Seu riso faz tremer meus tímpanos e perco a base dos pensamentos.

Sei que estou numa rua erma,

escura, muros pichados, feia, suja

Nunca reparei nisso porque seus passos eram mais importantes

 

E estou sozinha com o Universo.

Pergunto a ele o que deveria fazer.

Ele não me dá a resposta.

Não é tão fácil assim.

 

Permito-me tomar o lugar de uma das mil eus do planeta e da Via Lactéa,

pego um ônibus até ti e faço esta atitude ser uma

que uma eu de um mundo oposto não fez.

 

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