Solidariedade / Pessoas / Saúde / Caridade

6o ANDA LOGO BIEL

ID da vaquinha: 151782
6o ANDA LOGO BIEL
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Biel foi adotado quando tinha 1 ano e 2 meses pela Ju, que tinha apenas 27 anos e ainda era solteira.

Desde que foi para os braços dela, Biel faz diversas terapias: Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia ocupacional, Psicologa, Equoterapia, Musicoterapia e Natação.  

Depois de muitas crises convulsivas o médico indicou o Canabidiol (medicação para ajudar a controlar as convulsões) e o resultado foi fantástico! Porém o custo só dessa medicação é de R$43.200,00 por ano e decidimos então pedir ajuda aos amigos, ai  surgiu o evento "Anda Logo Biel" com o objetivo de arrecadar o valor para custear essa medicação.

Ano passado, por causa da pandemia fizemos uma live, esse ano as coisas estão um pouco mais difíceis (para todos) e além da live,  resolvemos fazer a vakinha para ajudar a arrecadar esse fundo.

Qualquer valor é bem vindo e pode ter certeza que nos ajudará muito!

Você pode doar através da Vakinha pelo link:  http://vaka.me/151782

ou:

Nome: Gabriel Siqueira Vieira

Cpf 14286480623

PIX: (cpf) 14286480623

Banco do Brasil

Conta poupanca (variação 51) 56132-0

Agencia 3032-5

ou

Banco Inter

Conta corrente: 2582418-0

Agencia: 0001

Para quem quiser conhecer  um pouquinho da nossa história:

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Nossa historia contada como nunca:

"Terminei um relacionamento em novembro de 2012 e resolvi dessa vez fazer diferente do comum. Foquei no abrigo em frente minha casa. Queria ajudar, doar meu tempo fazendo o bem. Todos os dias após o trabalho ia pra lá como voluntária. Eram 12 bebês com idade até 12 meses, trocava fraldas, dava mamadeira, dava carinho...mas um especial me chamou atenção. Moreninho, com as perninhas pra fora do berço, a cara fechada e chorão. Sim, Biel era o mais chorão do abrigo (tinha refluxo, otite e hernia umbilical). Comecei a me apegar a ele a cada dia. Gostava de cuidar, gostava de fazê-lo parar de chorar nos meus braços e quando me vi já era puro amor! Em janeiro de 2013 viajei com minha mãe, mas minha cabeça estava no abrigo, ou melhor: no Biel. e lá decidi: quero adotá-lo. Minha mãe me falou: Você está louca! Mas eu tinha certeza. Eu com meus 28 anos, cheia de vida, podendo sair para namorar, viajar, sair pra curtir, resolvo adotar uma criança, solteira, e ainda uma criança especial. É, para mim isso não era relevante, mas para quem via de fora achava que seria loucura. Só pensava no meu amor, e que ele havia nascido pra mim. Era meu filho! No Brasil não se pode escolher a criança que quer adotar. Tem todo um cadastramento e análise para ver se você está apta a adotar, e assim fiz, me inscrevi no cadastro de adoção. Em março de 2013 tive minha primeira entrevista com a psicóloga e assistente social. Me "colocaram na parede", me mostraram a "dura" realidade: -"você sabe que ele pode nunca andar?", "você sabe que vai ser difícil arrumar um namorado", "-Você acha que vai dar conta?", - "Você é solteira, tem uma vida pela frente"... mas eu estava certa do que queria, e disse mais: quero o Biel! Assim me disseram que eu não poderia escolher, mas eu sabia disso, mas tinha fé! Se não tivesse ninguém na fila querendo uma criança como ele, então ele viria para mim. Infelizmente não tão é comum a adoção de crianças especiais, e o fato de ser negro e menino ainda fica atrás de crianças brancas e meninas.(Biel era o terceiro filho e nasceu de 30 semanas com paralisia cerebral. Com um ano não mexia o pescoço, era todo molinho e não dava muitos sinais de comunicação.)

Nesse tempo minha mãe já tinha visto que eu estava decidida e começou a ficar preocupada de eu não conseguir a adoção dele, e também se inscreveu no cadastro de adoção. Ele seria filho dela no papel mas eu cuidaria! No meio do processo dela pedi que desistisse, que se ele havia nascido pra ser meu ele seria! Assim ela fez.

Os dias se passaram e vieram conhecer minha casa, mais umas duas entrevistas com assistente social e psicóloga (acho corretíssimo esse medo e precaução que tiveram, afinal tem que prezar pela criança), em novembro de 2013 com 1 ano e 2 meses Biel foi liberado para passar os finais de semana comigo. Foi uma alegria só. Em Dezembro o juiz liberou para passar férias até final de janeiro, mas tudo ainda incerto, ele não era meu no papel. em fevereiro de 2014 sai o maravilhoso papel dizendo que eu tinha a guarda dele. Não acreditei! Logo dei entrada com o processo de adoção. A primeira coisa que fiz foi fazer um plano de saúde, pois tinha a saúde bem frágil. Comecei com atendimentos de fisioterapia de fonoaudiologia pelo plano. Meia hora de atendimento, mas não estava gostando, achava fraco. Começou a fazer então fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional no posto de saúde, mas estava achando pouco apenas meia hora por semana. Resolvi investir então em atendimentos em clinicas particulares mais vezes por semana. Hoje Biel faz 1 sessão de musicoterapia, 3 sessões de terapia ocupacional, 4 sessões de fisioterapia e 2 sessões de fonoaudiologia por semana.

Mas como nada nessa vida é fácil, Biel era estrábico, e quando fui fazer uma consulta com um oftalmologista, um anjo (paciente) que estava também aguardando olhou para ele e viu que ele “assustava” toda hora. Já havíamos percebido isso e comentado como ele assustava fácil, então ele disse: isso não é susto, é síndrome de West. Fui então pesquisar sobre a síndrome e vi: CONVULSÕES. Desesperei e logo corri atrás de um neurologista indicada por uma grande amiga. Fizemos um eletro de urgência e o resultado: Biel estava convulsionando.

Entramos com a medicação doada no posto de saúde, que mais tarde não consegui mais pegar pois estava sempre em falta.

Assim ficamos bem, Biel na escolinha, aprendendo a falar, começou a engatinhar, estava conseguindo se comunicar na medida do possível até maio de 2016 quando estávamos na fazenda de um coleguinha da escola a 1 hora de Montes Claros percebo que Biel estava muito nervoso a noite, e quando vou deitar com ele as convulsões começam, uma a cada meio minuto, seguidas... entrei em desespero. Acordei todos da casa. Consegui falar com a médica e ela pediu para correr pro hospital. O pai do coleguinha do Biel me levou até o hospital mais próximo (1hora de carro) e disse que não precisaria ficar. Me vi ali, amparada pelos amigos, mas com medo, sozinha naquele hospital nojento, onde não olhavam meu filho direito, onde tinha um barulho de compressor na nossa janela, onde o médico se negava em nos transferir pra Belo Horizonte pelo simples fato de ele não ver necessidade. Não tinha roupas, não tinha ninguém, éramos eu e Biel...ali... minha mãe pegou um voo e foi ao nosso encontro. Depois desse episódio fui a uma consulta com uma médica top no Rio de Janeiro que me falou depois de 3 horas de consulta que ele seria um eterno cadeirante. Falei na cara dela que não acreditava no que ela me dizia, e que eu acreditava no meu filho! E assim fiz, depois desse episódio fui atrás do considerado melhor neurologista de BH focado em convulsões, alguém que acreditava que meu filho era capaz. Iniciamos então as tentativas de inserir algumas medicações, foi aproximadamente um ano tentando diversas drogas do mercado farmacêutico. Vi meu filho que era ativo se tornar um bebê novamente. Todo molinho, não conseguia nem assentar mais, passava a maior parte do tempo “grog”, lembro que colocava ele em uma posição e ali ele ficava, até eu tirar. Passei 3 meses acordando todas as noites, Biel estava tendo reação à medicação, acordava 2 da manhã e ia dormir às 10 da manhã, e passava o restante do dia “lesado”, não falava mais, não engatinhava... e eu tendo que trabalhar pois o nosso sustento dependia do meu trabalho! Pra mim a fase mais difícil que vivi. Lembro de acordar de madrugada aos prantos, dizendo que não ia conseguir. Cheguei sim a questionar se tinha feito a coisa certa em adotar. Mas foi meu único momento de fracasso. Graças a Deus tive força para vencer mais esse momento e seguimos firmes. Outra data marcante foi quando fomos para o hospital pois ele estava muito agressivo (também efeito de medicação) e lembro de terem aplicado mais de uma dose de sedativo e ser necessário 5 pessoas para segurá-lo. Eu segurando sua mãozinha e ele sedado e apenas uma lágrima escorrendo do seu olhinho.

Os efeitos de medicações são impressionantes. Hora com tantos efeitos colaterais e hora abaixando as plaquetas chegando a 50.000 (ideal 150.000), eu correndo com ele pro hospital porque peguei na escola e estava desmaiado pálido e gelado, achei que ia morrer. Como diz o médico: “Foi Deus que mandou vocês para o hospital, esse menino iria sangrar por todos os orifícios”.

Depois das tentativas esgotadas o médico sugeriu o tal Canabidiol, remédio derivado da maconha, porém como a droga não é liberada no Brasil há todo um processo de autorização na Anvisa para a importação do medicamento. E me perguntou se eu conseguiria pagar. Eu logo disse: Eu me viro! Se é pra ele parar com as convulsões faço de tudo. Veio assim o segundo ano do evento Anda Logo Biel que aconteceu em 2017. Conseguimos arrecadar um bom dinheiro que deu para pagar todo o custo com a medicação do ano. E assim resolvemos fazer o evento todos os anos, para ajudar na medicação e para poder proporcionar um momento interativo entre as famílias com atrações para todas as idades. Fico tão feliz em ver as pessoas acompanhando nossa história, nossa luta, e vibrando, rezando para que tudo fique bem. Quantas mensagens de carinho recebo, é tão fortalecedor... Com o uso do Canabidiol Biel voltou a falar, começou a caminhar como nunca e já dá passos sozinho. Começou a interagir mais, porém o cognitivo ainda está prejudicado em relação à antes da “grande crise”, mas estamos batalhando para que ele consiga melhorar a cada dia. O que me enche de alegrias e esperança e uma coisa sempre em minha cabeça: nunca desistirei do meu filho. Eu acredito nele e sempre acreditarei! Anda logo Biel!!!

Ah, e sobre a mudança na minha vida: continuei fazendo tudo que eu gosto, levo Biel para todos os lugares, shows, parques, viagens, festas e nunca tive isso como um empecilho para viver minha vida da melhor maneira. Namorei muito, me juntei a uma pessoa muito especial, ficamos 3 anos juntos considerando esse período mais crítico, pessoa que me ajudou de maneira incondicional a conseguir passar por todas essas etapas e esteve a todo tempo ao meu lado. Hoje não estamos mais juntos mas tenho certeza que criei um laço de amor entre duas pessoas que jamais irá se desfazer. E nunca, nunca tive medo de estar “sozinha”, pelo meu filho farei sempre o possível e o impossível! “Por você faria isso mil vezes”...

Ps: Biel não tem West! O caso dele eh epilepsia de difícil controle!"

 

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